Linha de crédito para Angola: Modo de usar

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O ‘Jornal de Negócios’ disponibiliza na sua edição de hoje um guia para a utilização da linha de crédito que será lançada na próxima semana e pretende apoiar as cerca de dez mil PME portuguesas que exportam e têm relações comerciais com Angola através de um total de 500 milhões de euros (cerca de 544 milhões de dólares). Esta linha estipula um máximo de 1,5 milhões de euros por empresa PME Líder e de um milhão para as restantes, verba essa a disponibilizar num empréstimo total ou repartida ao longo de um máximo de três pedidos.

De acordo com o jornal ‘Público’, as empresas com o estatuto PME Líder – atribuído pelo Estado através do Iapmei, em articulação com os bancos – não só “têm direito a um spread , a margem de lucro dos bancos, mais baixo (com o máximo de 2,25%), como são as única que podem pedir até 1,5 milhões de euros emprestados. Já as outras PME pagam um spread de 2,375% a 3,750% e só podem solicitar até um milhão de euros de crédito”.

Para se poderem candidatar ao crédito, as empresas têm de apresentar como garantia o valor a receber em kwanza, valor esse devidamente depositado numa instituição local e com autorização oficial de transferência.

A medida vai entrar em vigor numa altura em que as exportações portuguesas estão a sofrer os impactos em Angola da quebra do preço do petróleo. (Fontes: Jornal de Negócios e Público. Foto de Enric Vives-Rubio)

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China à beira de ultrapassar Portugal como fornecedor de Angola

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O semanário português ‘Expresso’ considera que a China irá “destronar nos próximos anos Portugal como principal fornecedor de Angola.” A conclusão tem como base os números divulgados pelo mais recente relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola, que inclui dados referentes ao último trimestre de 2014.

Ainda segundo o ‘Expresso’ e citando mais uma vez as estatísticas apresentadas pelo INE angolano, embora a quota chinesa (15,9%) esteja muito próxima da portuguesa (16%) importa observar que as importações chinesas aumentaram em termos homólogos 42%, enquanto por outro lado as compras a Portugal desceram 8,3%. No último trimestre, recorda o jornal, as importações angolanas registaram uma redução homóloga de 7,7%.

O mesmo artigo destaca que a China é já o principal mercado de destino das exportações angolanas, com uma quota de 45,3%, bem como o facto de a balança comercial angolana apresentar um saldo favorável de 418 mil milhões de kwanzas. .

Uma curiosidade é o facto de em quase todos os segmentos do sector alimentar e bebidas – o qual continua a dominar a lista das importações – se ter registado uma redução, excepto no caso do arroz, sendo que os angolanos importaram em mais 30% este produto alimentar. (Fonte: Expresso)

Hotel angolano faz sucesso em Lisboa

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Depois de um investimento de 22 milhões de euros (cerca de 23,5 milhões de dólares) e tendo aberto muito recentemente as suas portas, o hotel Skyna Lisboa regista já resultados bastante positivos em termos de clientes, de acordo com o CEO da cadeia hoteleira  Skyna Hotels, Alexandre Portugal. O Skyna Lisboa é o primeiro hotel deste grupo angolano em Portugal e, para além de clientes portugueses e angolanos, pretende captar também os turistas franceses que acorrem à capital portuguesa em número crescente.

“Escolhemos Portugal como o primeiro país a receber o conceito Skyna devido à proximidade entre os dois países, tanto pela língua portuguesa como pelo sucesso das parcerias entre Portugal e Angola na área do Turismo e Hotelaria, sendo esta uma razão de cariz também económico, uma vez que esta área foi uma das únicas indústrias que registou um crescimento no ano passado”, declara Alexandre Portugal.

A Skyna é a primeira marca angolana a investir no sector da hotelaria em Portugal e o novo hotel de 4 estrelas está localizado em pleno centro de Lisboa. Com 105 quartos, salas de reuniões e de conferências, integra ainda o “Vícius Bar Lounge” e o “UQ Restaurante”, cujo Chef de cozinha inclui na ementa pratos típicos nacionais angolanos. (Fonte: Diário Económico e site Skyna Hotel Lisboa)

Fazenda em Cabinda vai produzir mais de 13 milhões de ovos por ano

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Uma fazenda destinada à produção de ovos entrará em funcionamento na província de Cabinda com uma produção anual estimada superior a 13 milhões de ovos. O número exacto – de acordo com o divulgado – é de  13.385.000 ovos por ano, sendo que este projecto se insere no âmbito do programa do Executivo angolano para a diversificação da economia.

A novidade foi dada pelo secretário provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, João Tati Luemba, em declarações à agência Angop. Na ocasião, o responsável mencionou que uma equipa mista composta por técnicos especializados do Ministério da Agricultura e da empresa responsável pela execução do projecto deverá visitar a província de Cabinda já nos próximos dias.

De acordo com João Tati Luemba, o Ministro da Agricultura Afonso Pedro Canga endereçou uma carta à governadora provincial de Cabinda, Aldina da Lomba Catembo, no sentido de ser disponibilizada uma área útil de 50 hectares para a construção da referida infraestrutura. Nessa carta, refere-se ainda que “a área solicitada deve estar localizada próximo de uma fonte natural para o abastecimento de água ao projecto, de uma linha existente ou projectada de energia eléctrica e facilidades de acesso”.

Recorde-se que, no início de Abril, foi também noticiada a construção de um aviário no município da Humpata com produção estimada de 50 mil ovos/mês e tendo como objectivo fomentar o sector da avicultura na região. Além do referido aviário, o director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Lutero Campos, assinalou na altura que a Huíla terá em breve uma cadeia avícola e indústrias de produção de ração, “na perspectiva de alavancar a produção de ovos e frangos”. (Fonte: Angop)

Isabel dos Santos avança para a compra da Efacec

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A empresária angolana Isabel dos Santos é notícia hoje na comunicação social portuguesa devido à informação avançada em primeira mão pelo ‘Diário Económico’ de que se propõe avançar com a operação de compra de uma posição maioritária na Efacec Power Solutions. A operação, segundo o divulgado, é avaliada em 200 milhões de euros (cerca de 212 milhões de dólares). Actualmente, esta empresa do sector energético com dimensão internacional é detida pelos grupos portugueses José de Mello e Manuel Gonçalves.

De acordo com o ‘Diário Económico’, decorrem neste momento as negociações entre a empresária, os accionistas e os credores da empresa, entre eles os bancos Caixa Geral de Depósitos e Millennium bcp. Segundo o noticiado, “A ideia é Isabel dos Santos ficar como accionista maioritária da sociedade, que foi criada para agregar os activos mais rentáveis do grupo Efacec“. A empresária angolana terá assim ultrapassado neste negócio os chineses da State Grid, a principal accionista da REN (Rede Eléctrica Nacional) e a estratégia passará por potenciar, através do ramo de engenharia da Efacec, “as competências necessárias ao investimento de infra-estruturas em Angola”.

 A Efacec é um dos principais grupos industriais portugueses na área da electrónica e electromecânica que desenvolve actividades nas áreas de energia, transportes, logística e engenharia. Quanto à Efacec Power Solutions, empresa a ser negociada, foi criada no âmbito de um plano de reestruturação para agregar os chamados activos ‘core’ do grupo, os mais rentáveis, ficando os restantes sob a alçada da holding Efacec. Em 2013 a dívida da multinacional rondava os 370 milhões de euros, mas em 2014 já conseguiu resultados operacionais positivos (Fontes: Diário Económico e Observador)

Banco Mundial elogia esforços de Angola

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O economista-chefe do Banco Mundial para a região de África, Francisco Ferreira, afirmou ontem que Angola está a implementar as medidas governamentais correctas para gerir a situação e ultrapassar a crise económica derivada da baixa da cotação internacional do crude. Recorde-se que o Banco Mundial e Angola encontram-se na fase final de negociação para a concessão de um financiamento de 500 milhões de dólares a Angola, negociação essa que deve estar finalizada dentro de um mês, ou seja, até 14 de Maio.

A declaração do responsável do BM foi proferida no decurso de uma videoconferência realizada a partir de Washington e dedicada aos progressos económicos recentemente alcançados pelo continente africano e os desafios a enfrentar. Para além de Angola participaram nessa videoconferência Moçambique, Zâmbia, Gana, Quénia, África do Sul, Libéria, Nigéria, Tanzânia, Malaui e Uganda.

Questionado sobre a forma como Angola está a reagir à crise petrolífera comparativamente à Nigéria, Francisco Ferreira, disse que ambos estão a gerir correctamente a situação embora a economia nigeriana se apresente nesta fase mais diversificada do que a angolana. A diversificação é um factor considerado crucial pelo BM para a recuperação económica, sendo que os baixos preços do petróleo continuarão a afectar as perspectivas dos países exportadores de petróleo menos diversificados.

Também a economista sénior do BM para a Região de África, Punam Chuhan-Pole, sublinhou que este período de abrandamento da economia é uma oportunidade para os países apostarem na diversificação das suas economias. (Fonte: Agência Lusa)

Cerveja Cuca vai exportar para os Estados Unidos

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A cerveja Cuca poderá iniciar ainda este ano o processo de exportação para os Estados Unidos da América, de acordo com notícias publicadas e que têm como origem uma entrevista de Jocelyn Tchakounte, presidente da ACR Group, empresa norte-americana que se dedica à exportação de bebidas africanas para os EUA. Segundo o responsável, a empresa aguarda apenas pelo produto e pelas finalizações das negociações com o engarrafador da Cuca em Angola para que se iniciem as exportações,

O administrador do Grupo Castel, empresa produtora da cerveja Cuca, confirmou por seu lado estar em processo de negociação a exportação do produto para os Estados Unidos. Garante Philippe Frederic que “É verdade que os Estados Unidos manifestaram o interesse em exportar a nossa cerveja. Se tudo correr bem, finalizaremos em breve o processo de negociação e começaremos com a exportação, sem nenhum problema”.

Para a finalização das negociações com a empresa norte-americana falta apenas a apresentação de um estudo de viabilidade sobre o mercado americano. “Para se dar início às exportações precisamos de um estudo de mercado que o cliente tem de nos apresentar. Quando nos solicita a exportação, deve organizar-se para ver como vai distribuir o produto e como vai vender a cerveja”, explica Philippe Frederic . No entretanto, a Cuca já está a ser promovida no mercado norte-americano através de campanhas publicitárias.

“Já demos o maior passo. No ano passado, estivemos em Angola e negociámos com a empresa Cuca. Visitámos a fábrica e verificámos, in loco, a capacidade de produção. Neste momento, já começámos a fazer publicidade e o marketing do produto, nos Estados Unidos da América, para que a embaixada angolana no nosso país e a comunidade americana tenham consciência que, em breve, haverá Cuca nos Estados Unidos”, assegura Jocelyn Tchakounte que pretende igualmente encontrar um sócio angolano para a exportação de outros produtos nacionais para os EUA.

A ACR Group já exporta cerveja de países como Camarões, Tanzânia e vinhos de Marrocos para os Estados Unidos. Além do sector de bebidas, dedica-se ao sector agro-industrial, constrói estruturas para edifícios, faz instalação e gestão de sistemas de segurança electrónica, iluminação em edifícios e estruturas industriais, para além de ocupar-se da gestão e distribuição de gás para residências. (Fonte e foto: O País)

Inaugurada a terceira maior ponte de Angola. Seguem-se mais cinco.

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Foi construída em um ano e oito meses, tem uma extensão de 800 metros de comprimento, 11 de largura, faixa de rodagem com dois sentidos e passadeira de um metro em cada lado. A ponte sobre o rio Curoca agora inaugurada é a terceira maior ponte de Angola e liga a cidade de Namibe, capital da província com o mesmo nome, ao município piscatório do Tômbua a 95 quilómetros de distância.

No decurso da inauguração pelo governador provincial do Namibe, Rui Falcão, o director provincial do Instituto de Estradas de Angola, Edgar Xavier, informou que além desta ponte agora concluída e que dispõe de uma capacidade para cargas até 100 toneladas, existem mais cinco outras pontes a inaugurar em breve nos diversos troços rodoviários que ligam os municípios do Camucuio, Bibala, assim como à comuna da Lucira.

No acto de inauguração, o governador provincial do Namibe apelou aos munícipes para que sejam cumpridas as regras de utilização da ponte, de forma a permitir melhor circulação de pessoas e mercadorias: “Acabamos de inaugurar a terceira maior ponte do país, fizemo-lo depois de ter a garantia absoluta de que ela reúne todas as condições técnicas para poder entrar em funcionamento.

Cimento lidera importações angolanas

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O cimento hidráulico lidera a lista de importações angolanas. De acordo com a Agência Lusa, “Apesar da forte capacidade de produção instalada no país, que levou o Governo a impor quotas à aquisição ao exterior, continua a ser o principal produto de importação” por Angola” Não obstante ter recuado 3,37% em termos homólogos, o país importou 539.596,59 toneladas de cimento nos últimos três meses do ano.

No total, Angola importou mais de 3,5 milhões de toneladas de mercadorias no último trimestre de 2014, um aumento de 13% face ao mesmo período do ano anterior. Os número citados pela Lusa estão incluído no mais recente boletim estatístico do Conselho Nacional de Carregadores (CNC) de Angola, instituto público tutelado pelo Ministério dos Transportes e que coordena as operações de comércio e transporte marítimo internacionais.

Ainda segundo o mesmo documento, entraram nos portos angolanos, entre Outubro e Dezembro, um total de 3.562.964,36 toneladas de mercadorias (mais 13,05% face a 2013). Este número contrasta ainda com as 2.847.796 toneladas de produtos diversos importadas no terceiro trimestre de 2014, que na altura representou uma descida homóloga de 2,98%.

O sector das bebidas e alimentação colocou sete produtos entre a lista de 10 principais mercadorias importadas neste período.

O açúcar, cuja importação triplicou (para 203.054,17 toneladas), foi o segundo produto mais comprado ao exterior, seguido das carnes (175.504,16 toneladas) do arroz (que duplicou, para 173.338,59 toneladas) e da farinha de trigo (151.797,63 toneladas).

Este volume de importação já incorpora o efeito da introdução da nova pauta aduaneira, que desde março de 2014 agravou os custos da importação de alguns produtos, para fomentar a produção nacional.

A China volta a ser o principal parceiro de Angola também nas importações de mercadoria (exceptuando portanto a venda de serviços), tendo sido origem de 741.659,75 toneladas de produtos, uma quebra homóloga de 10,77%.

No segundo lugar figura Portugal, que viu as exportações para Angola aumentarem 2,75% no quarto trimestre de 2014, para 526.432,19 toneladas. No terceiro lugar, o Brasil viu as exportações para o país aumentarem, mais de 60%, para 359.395,47 toneladas.

Criada linha de crédito para apoio das empresas portuguesas em Angola

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O Governo português aprovou uma linha de crédito no valor de 500 milhões de euros p(cerca de 548 milhões de dólares) para o reforço da tesouraria das empresas portuguesas com atividade em Angola ou que exportam para este país, em especial as pequenas e médias empresas.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, que se realizou na passada quinta-feira, esta linha de crédito de apoio à tesouraria e fundo de maneio das empresas tem um prazo máximo de dois anos e carência de um ano. Pode ler-se igualmente no comunicado que a linha “será alvo de garantia pública, foi conceptualizada em colaboração com a Instituição Financeira de Desenvolvimento e será operacionalizada pela banca comercial”.

No final da reunião, o ministro português da Economia, António Pires de Lima (na foto), explicou que o Governo considerou “importante avançar” com esta linha de crédito de modo a ajudar as empresas com negócios em Angola a “gerirem a sua tesouraria e fundo de maneio neste momento mais exigente que o país atravessa”. As pequenas e médias empresas são os principais alvos da medida sendo que, para o ministro Pires de Lima, estão em causa cerca de 10 mil empresas que, “de uma maneira ou de outra, têm exposição a Angola, país que constitui um “parceiro muito importante para Portugal”.