Angola pode voltar a ser um grande produtor mundial de café

cafegrao
Angola tem todas as condições para poder voltar a ser um dos principais produtores mundiais de café. Quem o afirma é Frederick Kawuama, o director-geral da Organização Inter-Africana do Café (OIAC), que conclui amanhã a sua viagem de três dias ao país.
Segundo Frederick Kawuama, citado pela agência Angop, há “uma grande possibilidade de revitalização da cultura do café em Angola, por ter sido um dos maiores produtores de café antes da independência”. Segundo o mesmo responsável o país tem uma longa experiência necessária para o efeito e está em condições de voltar a ser uma grande potência no sector.

A visita do director está associado ao facto de Angola ter assumido no final de 2014 a presidência da Organização Inter-Africana do Café. Esta quinta-feira, foi recebido em audiência pelo Vice-Presidente da República Manuel Vicente, sendo acompanhado pelo Ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga. No encontro, segundo o divulgado no final da audiência, foi debatido o ponto de situação sobre o andamento do programa da organização que visa recolocar o café entre os produtos mais exportados pelos países do continente africano. Este programa exige contactos permanentes com os países produtores de café e tem como objectivo elevar a capacidade de produção dos membros, bem como a criação de excedentes.

De acordo com os dados publicados, entre as campanhas de 1990/91 e 2014/15 a produção de Angola oscilou entre um mínimo de 13 mil sacas de 60 quilogramas na de 2009/2010 e 85 mil na de 1998/1999, sendo que na mais recente, 2014/2015, a produção indicada nos dados estatísticos da Organização Internacional de Café foi de 35 mil sacas.

Antes da independência de Portugal, em 1975, Angola era um dos principais produtores mundiais com 4 milhões de sacas ou 240 mil toneladas mas a guerra civil que se registou entre a independência e 2002 destruiu na quase totalidade as plantações de café.

Os maiores produtores mundiais de café na campanha de 2014/2015 foram por ordem decrescente o Brasil, com 45,3 milhões de sacas, Vietname com 27,5 milhões e Colômbia com 12,5 milhões de sacas de 60 quilogramas. (Fonte: Angop, MacauHub)

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