Vídeo-vigilância rodoviária arranca ainda este ano em Angola

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Luanda primeiro, mas também posteriormente as cidades do Lubango, Benguela e Huambo, contarão a curto prazo com um sistema de vídeo-vigilância rodoviária. A informação foi dada pelo segundo Comandante Geral da Polícia Nacional, Salvador Rodrigues, na Cidade do Cabo (Cape Town) onde decorreu a cimeira sobre tecnologias mais avançadas para telecomunicações das cidades do continente Africano, promovida pela empresa chinesa Huawei

De acordo com o divulgado pela Angop,  ainda neste ano de 2015 a província de Luanda contará com este serviço informático implementado sendo que “as cidades do Lubango, Benguela, Huambo poderão em seguida ter os mesmos serviços a funcionar em pleno”.

Segundo Salvador Rodrigues, a segurança rodoviária das cidades do país é um dos principais temas a merecer atenção da polícia, em parceria com os governos provinciais e central e com o objectivo de assegurar uma melhor circulação nas estradas.

O mesmo oficial afirmou ainda que “os diferentes sistemas de tecnologias de informação têm uma grande importância no desenvolvimento da economia nacional, nas comunidades e fundamentalmente em todos os sectores da vida activa dos cidadãos”.

Foi igualmente notícia na referida cimeira que o Ministério do Interior de Angola está a estabelecer uma parceria com a Huawei para o desenvolvimento de outros projectos que visam garantir a segurança dos cidadãos.

O responsável do sector público para solução e vendas da Huawei, Rean Chan, revelou que o arranque do projecto ‘Cidades Seguras’ aguarda o financiamento e que a sua empresa pretende investir no treino e na formação dos quadros angolanos.

Serviços do lixo em Luanda passam para a tutela municipal

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O Governo Provincial de Luanda decidiu passar para as mãos das administrações municipais a responsabilidade pelo  pagamento, controlo e gestão das operadoras de recolha dos resíduos sólidos que antes se encontrava sob a responsabilidade da Empresa de Limpeza e Saneamento de Luanda (Elisal). O objectivo é o de providenciar “um melhor funcionamento e garantir celeridade na salubridade da cidade”, sendo que os municípios passarão a ter verbas próprias para resolver o seu problema de limpeza.

De acordo com a agência Angop, a decisão foi divulgada após uma reunião orientada pelo governador provincial, Graciano Francisco Domingos (na foto), com os administradores municipais, visando apresentar o novo modelo de limpeza urbana municipal.

Segundo o responsável pela comunicação do Governo Provincial de Luanda, existirão cinco empresas principais que serão distribuídas uma por  cada município. Essas empresas poderão efectuar sub contratações de outras empresas e de micro-empresas para as áreas de mais difícil acesso.

As micro-empresas, de acordo com a notícia, servirão de elo com a empresa principal, na recolha e transportação do lixo para o aterro sanitário.

Nos meses de Maio, Junho e Julho serão já feitos ensaios do novo modelo, o qual segundo a Angop “se espera traga melhorias no saneamento básico da capital do país, para posteriormente se entrar em definitivo para o novo modelo”. Até ao momento, a Elisal controlava 21 empresas operadoras de recolha de resíduos sólidos distribuídos por todos os municípios e distritos urbanos.

Expo Milano: Pavilhão de Angola vai ser o maior de sempre

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O pavilhão de Angola na Expo Milano 2015 vai ser o maior de sempre em eventos do género com cerca de dois mil metros quadrados, mas a custo controlado. Ao longo de seis meses, a cidade italiana considerada a capital da moda exibirá o retrato de Angola, a sua cultura e gastronomia, as suas gentes e oportunidades.

De acordo com um artigo do jornal ‘Expansão’, “Chamar investidores” é a principal mensagem que Angola quer transmitir aos muitos milhares de visitantes esperados para o certame que tem início já no próximo dia 1 de Maio. A comissária-geral de Angola no evento, Albina Assis, (na foto) considera que este é o maior desafio da participação angolana naquela que é a sua oitava presença em feiras internacionais, com a atracção de investimento como elo comum, divulgando as qualidades de Angola passando pelo turismo, indústria, agricultura e serviços.

“Este ano, esta mensagem tem de ser ainda mais acutilante. Pelo momento que vivemos, há uma necessidade intrínseca de dizer aos investidores para virem para Angola, porque somos um centro de negócios aberto ao mundo”, declarou ao ‘Expansão’ Albina Assis. Segundo a comissária, as expos têm dado frutos, quer pelo que mostram do País, quer por proporcionarem encontros entre empresários nacionais e de outros países.

“Há aqui muitas oportunidades”, sublinha a ex-ministra dos Petróleos, que quer também promover o turismo em Angola: “Temos de ser um país de turismo, e temos todas as condições para isso”, assegura a responsável, sublinhando que essa mensagem será passada desde logo no acesso à entrada do Pavilhão de Angola na exposição, onde serão expostas as Sete Maravilhas do País.

O orçamento do pavilhão angolano foi de apenas seis milhões de dólares, muito inferior ao do Brasil que custou cerca de vinte milhões. A programação inclui três a quatro espectáculos por dia e serão promovidas cinco caravanas temáticas Luanda-Milão-Luanda, entre Maio e Outubro. A coordenação da animação para as crianças está a cargo de Alice Berenguel. Haverá um jardim infantil, com um espaço reservado para actividades ligadas à agricultura.

“Também haverá uma atenção especial à mulher, incluindo com projecções no interior. Pelo papel que têm na sociedade angolana, mas também na ligação ao subtema que Angola escolheu para a sua presença: Educação e Cultura: Educar para Inovar. O tema da Expo Milano é Alimentar o Planeta”, sublinha o ‘Expansão’.

Ditutala Lucas Simão, comissário-geral adjunto, assegura que esta será uma “experiência memorável do ponto de vista pedagógico, lúdico e científico”.

Jovem angolano cria aplicativo contra a violência para o governo sul-africano

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O jovem angolano Tchisseke Vicente (na foto, retirada do perfil público do seu facebook) integra a equipa responsável pela criação de um inovador aplicativo apresentado numa cerimónia pública pelo governo da África do Sul na passada sexta-feira. Tchisseke Vicente é Training Partner na empresa Intel e Web/Software/Mobile App Developer na empresa Geekulcha.

Denominado “We Are Africa”, este aplicativo móvel permite  denunciar quaisquer ataques xenofóbicos, incidentes potenciais ou em curso que envolvam incitamento à violência ou acções agressivas contra pessoas. A ideia é que essa informação seja disponibilizada de imediato às forças policiais através do aplicativo, para que as mesmas possam intervir em tempo útil em defesa dos cidadãos.

No evento de apresentação do “We Are Africa”, a ministra sul-africana da Ciência e Tecnologia, Naledi Pandor, destacou o aplicativo como “Um grande exemplo do talento e da paixão da juventude africana, na criação de soluções que respondam às nossas necessidades do dia-a-dia e em colaboração com os cidadãos africanos”.

A primeira versão do aplicativo pode ser acedida através de qualquer equipamento com ligação à Internet como computadores, tablets e telefones móveis através do site www.weareafrica.mobi.

Linha de crédito para Angola: Modo de usar

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O ‘Jornal de Negócios’ disponibiliza na sua edição de hoje um guia para a utilização da linha de crédito que será lançada na próxima semana e pretende apoiar as cerca de dez mil PME portuguesas que exportam e têm relações comerciais com Angola através de um total de 500 milhões de euros (cerca de 544 milhões de dólares). Esta linha estipula um máximo de 1,5 milhões de euros por empresa PME Líder e de um milhão para as restantes, verba essa a disponibilizar num empréstimo total ou repartida ao longo de um máximo de três pedidos.

De acordo com o jornal ‘Público’, as empresas com o estatuto PME Líder – atribuído pelo Estado através do Iapmei, em articulação com os bancos – não só “têm direito a um spread , a margem de lucro dos bancos, mais baixo (com o máximo de 2,25%), como são as única que podem pedir até 1,5 milhões de euros emprestados. Já as outras PME pagam um spread de 2,375% a 3,750% e só podem solicitar até um milhão de euros de crédito”.

Para se poderem candidatar ao crédito, as empresas têm de apresentar como garantia o valor a receber em kwanza, valor esse devidamente depositado numa instituição local e com autorização oficial de transferência.

A medida vai entrar em vigor numa altura em que as exportações portuguesas estão a sofrer os impactos em Angola da quebra do preço do petróleo. (Fontes: Jornal de Negócios e Público. Foto de Enric Vives-Rubio)

China à beira de ultrapassar Portugal como fornecedor de Angola

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O semanário português ‘Expresso’ considera que a China irá “destronar nos próximos anos Portugal como principal fornecedor de Angola.” A conclusão tem como base os números divulgados pelo mais recente relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola, que inclui dados referentes ao último trimestre de 2014.

Ainda segundo o ‘Expresso’ e citando mais uma vez as estatísticas apresentadas pelo INE angolano, embora a quota chinesa (15,9%) esteja muito próxima da portuguesa (16%) importa observar que as importações chinesas aumentaram em termos homólogos 42%, enquanto por outro lado as compras a Portugal desceram 8,3%. No último trimestre, recorda o jornal, as importações angolanas registaram uma redução homóloga de 7,7%.

O mesmo artigo destaca que a China é já o principal mercado de destino das exportações angolanas, com uma quota de 45,3%, bem como o facto de a balança comercial angolana apresentar um saldo favorável de 418 mil milhões de kwanzas. .

Uma curiosidade é o facto de em quase todos os segmentos do sector alimentar e bebidas – o qual continua a dominar a lista das importações – se ter registado uma redução, excepto no caso do arroz, sendo que os angolanos importaram em mais 30% este produto alimentar. (Fonte: Expresso)

Hotel angolano faz sucesso em Lisboa

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Depois de um investimento de 22 milhões de euros (cerca de 23,5 milhões de dólares) e tendo aberto muito recentemente as suas portas, o hotel Skyna Lisboa regista já resultados bastante positivos em termos de clientes, de acordo com o CEO da cadeia hoteleira  Skyna Hotels, Alexandre Portugal. O Skyna Lisboa é o primeiro hotel deste grupo angolano em Portugal e, para além de clientes portugueses e angolanos, pretende captar também os turistas franceses que acorrem à capital portuguesa em número crescente.

“Escolhemos Portugal como o primeiro país a receber o conceito Skyna devido à proximidade entre os dois países, tanto pela língua portuguesa como pelo sucesso das parcerias entre Portugal e Angola na área do Turismo e Hotelaria, sendo esta uma razão de cariz também económico, uma vez que esta área foi uma das únicas indústrias que registou um crescimento no ano passado”, declara Alexandre Portugal.

A Skyna é a primeira marca angolana a investir no sector da hotelaria em Portugal e o novo hotel de 4 estrelas está localizado em pleno centro de Lisboa. Com 105 quartos, salas de reuniões e de conferências, integra ainda o “Vícius Bar Lounge” e o “UQ Restaurante”, cujo Chef de cozinha inclui na ementa pratos típicos nacionais angolanos. (Fonte: Diário Económico e site Skyna Hotel Lisboa)

Fazenda em Cabinda vai produzir mais de 13 milhões de ovos por ano

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Uma fazenda destinada à produção de ovos entrará em funcionamento na província de Cabinda com uma produção anual estimada superior a 13 milhões de ovos. O número exacto – de acordo com o divulgado – é de  13.385.000 ovos por ano, sendo que este projecto se insere no âmbito do programa do Executivo angolano para a diversificação da economia.

A novidade foi dada pelo secretário provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, João Tati Luemba, em declarações à agência Angop. Na ocasião, o responsável mencionou que uma equipa mista composta por técnicos especializados do Ministério da Agricultura e da empresa responsável pela execução do projecto deverá visitar a província de Cabinda já nos próximos dias.

De acordo com João Tati Luemba, o Ministro da Agricultura Afonso Pedro Canga endereçou uma carta à governadora provincial de Cabinda, Aldina da Lomba Catembo, no sentido de ser disponibilizada uma área útil de 50 hectares para a construção da referida infraestrutura. Nessa carta, refere-se ainda que “a área solicitada deve estar localizada próximo de uma fonte natural para o abastecimento de água ao projecto, de uma linha existente ou projectada de energia eléctrica e facilidades de acesso”.

Recorde-se que, no início de Abril, foi também noticiada a construção de um aviário no município da Humpata com produção estimada de 50 mil ovos/mês e tendo como objectivo fomentar o sector da avicultura na região. Além do referido aviário, o director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Lutero Campos, assinalou na altura que a Huíla terá em breve uma cadeia avícola e indústrias de produção de ração, “na perspectiva de alavancar a produção de ovos e frangos”. (Fonte: Angop)

Isabel dos Santos avança para a compra da Efacec

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A empresária angolana Isabel dos Santos é notícia hoje na comunicação social portuguesa devido à informação avançada em primeira mão pelo ‘Diário Económico’ de que se propõe avançar com a operação de compra de uma posição maioritária na Efacec Power Solutions. A operação, segundo o divulgado, é avaliada em 200 milhões de euros (cerca de 212 milhões de dólares). Actualmente, esta empresa do sector energético com dimensão internacional é detida pelos grupos portugueses José de Mello e Manuel Gonçalves.

De acordo com o ‘Diário Económico’, decorrem neste momento as negociações entre a empresária, os accionistas e os credores da empresa, entre eles os bancos Caixa Geral de Depósitos e Millennium bcp. Segundo o noticiado, “A ideia é Isabel dos Santos ficar como accionista maioritária da sociedade, que foi criada para agregar os activos mais rentáveis do grupo Efacec“. A empresária angolana terá assim ultrapassado neste negócio os chineses da State Grid, a principal accionista da REN (Rede Eléctrica Nacional) e a estratégia passará por potenciar, através do ramo de engenharia da Efacec, “as competências necessárias ao investimento de infra-estruturas em Angola”.

 A Efacec é um dos principais grupos industriais portugueses na área da electrónica e electromecânica que desenvolve actividades nas áreas de energia, transportes, logística e engenharia. Quanto à Efacec Power Solutions, empresa a ser negociada, foi criada no âmbito de um plano de reestruturação para agregar os chamados activos ‘core’ do grupo, os mais rentáveis, ficando os restantes sob a alçada da holding Efacec. Em 2013 a dívida da multinacional rondava os 370 milhões de euros, mas em 2014 já conseguiu resultados operacionais positivos (Fontes: Diário Económico e Observador)

Banco Mundial elogia esforços de Angola

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O economista-chefe do Banco Mundial para a região de África, Francisco Ferreira, afirmou ontem que Angola está a implementar as medidas governamentais correctas para gerir a situação e ultrapassar a crise económica derivada da baixa da cotação internacional do crude. Recorde-se que o Banco Mundial e Angola encontram-se na fase final de negociação para a concessão de um financiamento de 500 milhões de dólares a Angola, negociação essa que deve estar finalizada dentro de um mês, ou seja, até 14 de Maio.

A declaração do responsável do BM foi proferida no decurso de uma videoconferência realizada a partir de Washington e dedicada aos progressos económicos recentemente alcançados pelo continente africano e os desafios a enfrentar. Para além de Angola participaram nessa videoconferência Moçambique, Zâmbia, Gana, Quénia, África do Sul, Libéria, Nigéria, Tanzânia, Malaui e Uganda.

Questionado sobre a forma como Angola está a reagir à crise petrolífera comparativamente à Nigéria, Francisco Ferreira, disse que ambos estão a gerir correctamente a situação embora a economia nigeriana se apresente nesta fase mais diversificada do que a angolana. A diversificação é um factor considerado crucial pelo BM para a recuperação económica, sendo que os baixos preços do petróleo continuarão a afectar as perspectivas dos países exportadores de petróleo menos diversificados.

Também a economista sénior do BM para a Região de África, Punam Chuhan-Pole, sublinhou que este período de abrandamento da economia é uma oportunidade para os países apostarem na diversificação das suas economias. (Fonte: Agência Lusa)