Empresas portuguesas: Sucesso em Angola decorre de estratégia a longo prazo

lusovini

Vários empresários portugueses têm consciência da necessidade de encarar Angola como um mercado para projectos de investimento a longo prazo e não apenas como palco de projectos especulativos, pouco sólidos ou dependentes de episódios conjunturais, como aquele que é temporariamente vivido em Angola devido aos efeitos da baixa do preço do petróleo nos mercados.

Essa necessidade de uma aposta estratégica a longo prazo foi um dos temas abordados na mais recente edição do ‘Roadshow Portugal Global’,da responsabilidade da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) e que reuniu empresários de diferentes sectores da actividade económica com relevo na exportação de produtos portugueses. Com efeito, de acordo com os participantes e apesar de os empresários reconhecerem que a actual situação económica de Angola é penalizada pela forte desvalorização do preço do petróleo, Angola continua a ser um mercado prioritário para as empresas portuguesas que apostam na exportação.

Foi este o caso de Casimiro Gomes (na foto), empresário português e CEO da produtora de vinhos Lusovini, o qual considerou que exportar para Angola é “fazer projectos de longo prazo” e revelou que a Lusovini vai mesmo reforçar a sua estratégia de investimento neste país. O líder da Lusovini, empresa que opera em Angola, Moçambique e Brasil, aproveitou ainda para esclarecer alguns mitos sobre o muito que se tem falado da situação em Angola. Para o empresário, contrariamente ao que é afirmado: “Em Angola não é preciso ter parceiros locais, nem nenhum general”, o que as empresas precisam de fazer para uma estratégia de exportação bem-sucedida é “cumprir as regras locais e fazer projectos de longo prazo” reforçou Casimiro Gomes salientando que os angolanos privilegiam o vinho português numa lógica de boa qualidade/preço”.

Outros participantes no referido encontro foram João Quitério, administrador do grupo Visabeira – o qual assegurou que a estratégia do grupo não sofreu nenhuma alteração no mercado angolano – e João Cotta, presidente da Associação Industrial da Região de Viseu – que ressalvou a necessidade da persistência e do conhecimento dos mercados de destino quando se trata de exportação.

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