Santoro apresenta 6 vantagens para a fusão BPI-BCP

bpibcp

O português ‘Jornal de Negócios’ reproduz na sua edição online desta tarde as seis vantagens apresentadas pela Santoro Finance, pertencente à empresária Isabel dos Santos, decorrentes da fusão entre o BPI e o BCP. Em carta assinada por Mário Silva, administrador da Santoro e membro do conselho do BPI, ao presidente do BCP Nuno Amado, a Fernando Ulrich, presidente do BPI, e a Gonzalo Gortázar, presidente do CaixaBank, são avançadas seis razões pelas quais este será um “processo virtuoso de criação de valor”.

Reproduzo aqui os conteúdos tal como divulgados pelo ‘Jornal de Negócios’ e que constam da carta , entretanto divulgada pelo BPI:

a) O banco privado em quatro geografias

Conduziria à constituição de um banco privado com sede em Portugal, com posições de referência em quatro geografias – Portugal, Angola, Moçambique e Polónia”;

O BCP e o BPI estão na lista dos cinco maiores bancos portugueses. Juntos, poderiam criar um gigante, o maior banco português por activos.

Em termos internacionais, o BPI tem 50,1% do Banco do Fomento de Angola. Já o BCP tem também 50,1% do Millennium Angola, em que tem o seu accionista Sonangol com 29,9% do capital. Possui 65,5% do capital do Bank Millennium, na Polónia. Em Moçambique, o banco liderado por Nuno Amado tem o Millennium Bim, em parceria com aquele Estado africano.

b) A força lusófona

“Reforçaria a interligação e suporte ao desenvolvimento de relações empresariais e de negócio, quer ao nível dos mercados de língua portuguesa, quer ao nível do mercado ibérico e europeu, beneficiando da singular capacidade de Portugal para, por via das relações privilegiadas com Angola e Moçambique, fazer estes países beneficiar do acesso facilitado ao mercado europeu e consolidar os fluxos de negócio europeus para esses dois países e seus parceiros no continente africano”;

A Santoro chama a atenção para as vantagens mútuas que poderão advir de uma fusão, nomeadamente para as empresas que poderão querer apostar em Angola e Moçambique, duas regiões em que a empresa resultante estaria presente. Contudo, também a via contrária é aqui referida, sendo atractiva para empresas angolanas e moçambicanas que quisessem investir na Europa. A fusão colocaria os bancos como uma ponte entre os mundos europeu e lusófono, segundo dá a entender a empresária.

c) Um forte posicionamento

“Levaria à constituição de uma instituição com um forte posicionamento em todos os sectores bancários em Portugal”;

Uma entidade resultante de uma fusão entre BCP e BPI, sem alterações impostas nomeadamente por regras de concorrência, seria o maior banco por activos consolidados, contando as participações internacionais.

d) Reforço de capacidades

“Geraria um reforço de capacidades e de capital da entidade resultante, sendo possível perspectivar o reforço da capacidade de financiar o tecido empresarial”;

e) Sinergias

“Libertaria valor muito significativo através de captação de sinergias, quer no desenvolvimento de negócio, quer na optimização da capacidade instalada em Portugal, Angola e Moçambique, com minimização de custos sociais e económicos”;

Tanto o BCP como o BPI tiveram de reduzir a sua presença em Portugal nos últimos anos, de forma a compensar a ajuda estatal recebida para se recapitalizarem. Sabe-se que a redução de balcões deverá continuar. Esse aspecto não é referido. Isabel dos Santos diz, contudo, que uma fusão irá captar sinergias que vão minimizar os “custos sociais e económicos”, das quais as rescisões podem ser um exemplo, dessa fusão.

f) A gestão independente

“Garantir uma instituição financeira gerida de forma profissional e independente e alicerçada numa estrutura accionista diversificada, sólida e alinhada”. 

Na missiva, Mário Silva começa por referir que a OPA do CaixaBank não salvaguarda a “independência da gestão do BPI”. Além disso, também mostra “reservas” a uma estrutura internacional como a resultante da oferta de compra dos catalães. Daí que haja a fusão: uma “estrutura accionista diferenciada, mas alinhada e coesa” pode preservar “a independência da sua gestão a longo prazo”. Os angolanos seriam os maiores accionistas da empresa resultante, com 21% (Sonangol, Isabel dos Santos e Interoceânico), à frente do CaixaBank, com 13,44%.

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