Governo angolano avança com privatização da Bricomil

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O Governo vai avançar com o processo de privatização da Bricomil (Brigada de Construção Militar), empresa detida maioritariamente pelo Estado. Segundo avança esta terça-feira o jornal português ‘Diário Económico‘, o Ministro da Economia Abrahão Gourgel (na foto), anunciou em despacho, datado de 29 de Janeiro, a criação da “comissão de negociação” que garantirá a “alienação da totalidade das acções” da Bricomil, num prazo de 15 dias após a homologação da venda. A referida comissão “Deverá adoptar todos os procedimentos técnicos e administrativos no sentido de os adjudicatários procederem ao pagamento efectivo e integral dos valores de alienação da totalidade das acções representativas do capital social”.

Recorde-se que a Bricomil, que opera na área da construção civil e registou em 2012 vendas pouco superiores a um milhão de dólares tendo como activos imóveis e terrenos, já integrava uma lista de 27 empresas públicas paralisadas ou com “situação operacional residual” a privatizar até 2018, lista essa divulgada em 2013 e que pode  ser consultada aqui.

Na altura, o Ministério da Economia divulgou que o processo de privatização destas empresas irá, após a sua conclusão, “Contribuir para a criação de 300.000 novos postos de trabalho, previstos no Plano Nacional de Desenvolvimento, contribuindo também desta forma para a redução da taxa de desemprego”.

A “dinamização do processo de diversificação da economia, a promoção das exportações e o aumento da produção nacional” são outros objectivos que estiveram na base da decisão, bem como a redução pelo Executivo dos “custos com a gestão, financiamento e sobretudo subsidiação das Empresas Públicas”.

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A Arte Angolana “está a bater!”

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“A Arte é que está a bater!” é o título do artigo de Tiago Carrasco para a edição especial ‘África Power’ editada pela revista portuguesa ‘Sábado’ em parceria com o jornal norte-americano New York Times.

O artigo é uma súmula sobre a inspiração que atravessa a Arte angolana, a qual vive actualmente uma fase de enorme vitalidade e se espalha pelos museus e galerias de todo o mundo. Desde o artista António Ole, que captou a atenção de David Bowie pela qualidade do seu trabalho, a Sindika Dokolo (na foto), cujo mais recente projecto é a abertura em Luanda do maior museu de arte contemporânea africana, o trabalho de Tiago Carrasco inclui ainda como referências nomes como os de Yonamine, Edson Chagas, Francisco Vidal, Paulo Kapela, Rita GT, Kiluanji e Nelo Teixeira.

Fotógrafos, artistas plásticos, escultores…Apenas como exemplos Angola venceu com Edson Chagas um Leão de Ouro na Bienal de Veneza de 2013, com Nástio Mosquito o Future Generation Art Prize em 2014 na Ucrânia – tendo o jornal inglês ‘The Guardian’ incluído Mosquito entre os dez melhores artistas africanos –  e, com Kiluanji, marcou presença nas Bienais de Veneza e São Paulo e na Trienal de Guangzhou, na China.

Entre os mencionados no artigo não poderia, claro está, faltar Fernando Alvim. O artista e curador que auxiliou Sindika Dokolo na compra do acervo composto por 500 peças de arte africana até aí pertença do alemão Hans Bogatzke. Hoje, Dokolo reuniu já mais de 3.000 obras naquela que é a maior coleção do género no mundo.

Como afirma à revista Francisco Vidal: “O desafio é que a visibilidade destes artistas não seja passageira. Para tal é preciso produzir obras de qualidade e documentá-las, torna-las parte da memória colectiva”. O que exige um circuito que interligue as diferentes peças do ‘puzzle’; “escolas, professores, galeristas, publicações”.

O futuro da Arte angolana é risonho. Para já, “A Arte está a bater e há que aproveitar o momento. Se tem onda surfa, bro”, conclui Tiago Carrasco. Ora bem.

Cabinda quer contar com os empresários portugueses

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A Govenadora da província de Cabinda, Aldina da Lomba Catembo, sublinhou esta quinta-feira as relações de amizade e de cooperação existentes entre Portugal e Angola.

As declarações da Governadora foram proferidas no decurso da abertura de um seminário empresarial dedicado ao tema “Oportunidades de investimentos na província de Cabinda”, cuja promoção esteve a cargo da embaixada de Portugal em Angola.

De acordo com o divulgado, a Governadora ressalvou que a visita a Cabinda do embaixador de Portugal em Angola,  João da Câmara, demonstra a confiança existente entre os dois povos, sobretudo desde que o país alcançou a paz há 13 anos. Sublinhou ainda contar com a ajuda e participação de empresários nacionais e estrangeiros no desenvolvimento da província, a qual oferece grandes oportunidades de investimentos nas áreas florestal, mineral, pescas, agricultura, indústria, comércio e serviços.

Estima-se que actualmente existam cerca de duas mil empresas portuguesas a exercer actividades económicas em Angola nos diversos sectores.

Em Janeiro, a Governadora manifestou o desejo de continuar a contar também com os investidores norte-americanos na implementação das acções de desenvolvimento da região. Em Março está prevista a sua participação num fórum empresarial entre empresários de Cabinda e da cidade de New Orleans.

Fadista Ana Moura canta amanhã em Luanda

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Oportunidade rara em Luanda para ouvir Ana Moura, uma das mais consideradas fadistas portuguesas, que actuará esta quinta-feira no Lookal Ocean Club. O alinhamento do espectáculo terá como base o mais recente álbum da fadista, intitulado «Desfado» e cuja gravação ao vivo, em 2013, lhe valeu um Prémio Amália Rodrigues.

A fadista, cuja mãe nasceu no Lubango e que afirma adorar música angolana tendo crescido “a ouvir a mais antiga desde Carlos Buriti, Ruy Mingas, Bonga, Paulo Flores”, será acompanhada no concerto de amanhã em Luanda pelos músicos Ângelo Freire na guitarra portuguesa, Pedro Soares na viola, André Moreira no baixo, João Gomes nos teclados, e Mário Costa na bateria e percussões.

Entre os 17 temas que compõem o álbum, destacam-se «Desfado», de Pedro da Silva Martins, «O espelho de Alice», de Nuno Miguel Guedes, a música do Fado Santa Luzia, de Armando Machado, e «Dream of Fire», composição da fadista para uma letra de um autor seu amigo. De acordo com a própria Ana Moura, este disco foi um «reflexo da carreira e das parcerias» que tem feito, tendo-a levado a «explorar» novas áreas.

Numa entrevista que pode ser lida na íntegra, a fadista confessa a sua ligação muito forte com África e particularmente com Angola. “Cresci a ouvir falar de Angola como o lugar perfeito”, afirma. “O lugar das frutas mais doces, o cheiro dos morangos e das goiabas, mal se aterra no aeroporto do Lubango, a música, o clima, o calor humano tão comuns em África e o respeito pelas pessoas mais velhas, consideradas os grandes sábios, independentemente de terem ou não estudos”.

Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação apresentado na abertura do ano escolar

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Ultrapassar os desafios e entraves que se colocam à melhoria do sistema educativo angolano é o objectivo do Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação 2015/2025, de acordo com as declarações prestadas ontem no Soyo, província do Zaire, pelo Vice-Presidente da República, Manuel Vicente (na foto).

O Vice-Presidente discursou na abertura oficial do novo ano lectivo, declarando que o Governo pretende assegurar a curto e médio prazo “Um sistema de educação competitivo e que progrida no sentido de oferecer um ensino de qualidade, baseado em fundamentos de gestão científica moderna, voltado para a obtenção de resultados que configurem a melhoria da eficiência e eficiência interna e da equidade”, preparando os cidadãos para o traballho, a liberdade e o exercício da cidadania.

Os principais desafios a enfrentar prendem-se com “A organização da rede escolar em todo o país, a insuficiência de professores qualificados, crianças fora do sistema de ensino e o êxodo de professores nas zonas periféricas e rurais para as cidades devido à falta de compromisso patriótico e profissdional com a causa da educação”, de acordo com o divulgado.

A estes, há ainda a somar a necessidade de maior respeito pela lei e pelos regulamentos ao nível da disciplina, e de um maior envolvimento por parte dos pais e encarregados de educação na gestão da vida escolar.

Para ajudar a solucionar e ultrapassar os entraves ainda existentes, “o Governo continuará a prestar o apoio necessário às estruturas da educação, assim como uma uma estratégia concreta e concertada para a solução global dos problemas e desafios identificados no âmbito da avaliação global da reforma educativa”. (Foto: Angop)

Coca-Cola preside à nova associação de bebidas angolana

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O Administrador Executivo da Coca-Cola Bottling, Manuel Sumbula, é o primeiro presidente da Associação das Indústrias de Bebidas de Angola (AIBA). Nas suas primeiras declarações após a nomeação, Manuel Sumbula afirmou que a nova associação pretende trabalhar em articulação com o Governo na defesa do setor, de forma a rentabilizar os investimentos feitos pelas empresas no país, contribuindo para a diversificação da economia angolana. “Não podemos ficar amarrados à inércia das importações”, afirmou o presidente da AIBA.

Formalmente apresentada em Luanda no passado dia  29 de Janeiro, a AIBA conta com 22 empresas associadas e um objectivo comum: “Promover um sector responsável por 14 mil postos de trabalho directos e 42 mil indirectos e com uma produção que excede o consumo total no país em 70%”, de acordo com o divulgado. Em termos de produção a capacidade instalada no mercado é de 4 milhões e 480 litros anuais, quantidade que se prevê venha a subir nos próximos anos em cerca de mais 500 mil litros anuais dada a entrada de cinco novos fabricantes no mercado. A divulgação dos assuntos de interesse para a indústria de produção de bebidas em todo o país, a participação em eventos nacionais e internacionais, bem como a promoção de acções de formação profissional para a valorização dos seus associados, gestores e trabalhadores, são alguns dos eixos principais das acções a desenvolver.

Na cerimónia de proclamação da nova associação, a ministra da Indústria, Bernarda Martins, referiu que o trabalho organizado da associação vai “potenciar as oportunidades existentes nas cadeias de valor da indústria nacional, não só das bebidas, mas também da indústria transformadora”.

A Ministra sublinhou igualmente que o sector das bebidas “Possui uma elevada responsabilidade na diversificação e sustentabilidade da economia de Angola, pois satisfaz uma das necessidades básicas da população, ao mesmo tempo que já contribui para uma redução muito significativa das importações”.

“Este sector a breve trecho poderá potenciar a utilização e valorização dos recursos naturais do país na fileira agro-alimentar e, neste domínio, o Executivo tem registado com agrado os esforços que os industriais vêm empreendendo, com vista a produção de cereais em grande escala, para a substituição das importações das matérias-primas para indústria cervejeira e a produção de fruta em quantidade e qualidade para a produção interna de polpa”, afirmou ainda  a responsável, citada pela Agência Angop. (Foto: Briefing AO)