Governo britânico apoia desenvolvimento da agricultura angolana

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O processo de diversificação da economia angolana, em especial através do investimento no sector agrícola, terá o apoio activo do governo do Reino Unido. O compromisso foi assumido esta terça-feira em Luanda pelo reenviado especial do Primeiro-ministro britânico e ex-Ministro, David Heath (na foto com Njideka Harry).

A declaração de David Heat foi proferida por ocasião de um encontro que o responsável britânico teve com o director-geral do Instituto de Cereais de Angola, Benjamim Castelo. Entre os seus objectivos, foram debatidas nesse encontro as melhores formas de estabelecer e concretizar parcerias entre as instituições e empresas britânicas e as suas congéneres angolanas, em particular as ligadas à Agricultura, Energia e Indústria Extractiva.

“Estamos a explorar as formas de como podemos tornar realidade este enorme potencial comercial”, afirmou David Heath. De acordo com as notícias divulgadas, o político britânico salientou ainda que o recente progresso económico alcançado por Angola reforça as vantagens de o país continuar a avançar “rumo à diversificação do aparelho produtivo”.

Na mesma ocasião, o director-geral Benjamim Castelo divulgou que o Instituto de Cereais de Angola que vai apresentar um memorando com a definição de propostas e de um calendário para a execução das acções relacionadas.

Angola Investe criou mais de 54 mil postos de trabalho em 2014

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O programa Angola Investe concedeu em 2014 um total superior a $620 Milhões em empréstimos (66 mil milhões de kwanzas), o que representou 14,7% do financiamento global ao sector produtivo.

Os números foram divulgados pelo Ministro angolano da Economia, num encontro que decorreu em Luanda com representantes dos bancos e que teve como objectivo um balanço do programa. De acordo com o Ministro; “As instituições bancárias têm um papel fundamental na dinâmica do programa” e isso é comprovado pelo facto de os financiamentos registados terem permitido criar 54,3 mil postos de trabalho em 17 províncias.

Abraão Gourgel, que divulgou os dados num encontro com representantes dos bancos destinado a fazer o balanço do programa em 2014, disse que os financiamentos registados permitiram criar 54,3 mil postos de trabalho nas 17 províncias onde está a ser implementado o projecto, o que demonstra que as instituições bancárias têm um papel fundamental na dinâmica do programa, através de um rigoroso sistema de aprovação e cedência dos créditos.

Para o governante, este ano de 2015 será “O ano da afirmação desse projecto de desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas”, salientando que o programa não se esgota no financiamento dado que também abrange muitas outras áreas como a formação e a consultoria, das quais beneficiaram mais de 40 mil jovens empreendedores.

“Com o apoio de todos, este programa pode consolidar a sua expressão e o seu peso no fomento da actividade económica e pode também significar mais emprego e riqueza para o país”, declarou o Ministro.

De acordo com divulgado pelo seu ministério, até este mês de Fevereiro foram aprovados 362 projectos para um financiamento global de 70 mil milhões de kwanzas. Em Setembro de 2014, o Angola Investe foi alargado aos sectores da Hotelaria e do Turismo.

Sindika Dokolo expõe e recebe medalha em Portugal

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Uma parte da maior coleção de arte africana do mundo, pertencente à Fundação Sindika Dokolo, poderá ser vista na Galeria Almeida Garrett, na cidade portuguesa do Porto, a partir do dia 5 de Março. A exposição, intitulada ‘You Love Me, You Love Me Not’ é resultado de uma parceria “a longo prazo, de dois, três anos” entre as cidades do Porto e de Luanda e “uma das exposições de arte contemporânea mais importantes da Europa no momento”.

Após a exposição, de acordo com o divulgado, Luanda e Porto deverão continuar ligadas por outros projetos, nomeadamente na área da música e do teatro. Esta segunda-feira, é votada a proposta do presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, de atribuição da Medalha de Mérito da Cidade – Grau de Ouro a Sindika Dokolo (na foto).

“Sindika Dokolo permitiu à Câmara do Porto apresentar a exposição “You Love Me, You Love Me Not” através da cedência da sua coleção de arte contemporânea, suportando, além do mais, necessidades logísticas e financeiras essenciais à sua concretização” afirma Rui Moreira na proposta que apresentou e que hoje é votada pela Assembleia Municipal do Porto.

De acordo com o teor da proposta, através desta exposição dedicada a artistas contemporâneos do continente africano, “A cidade do Porto tem a oportunidade única de aceder a visões e discursos artísticos singulares através da obra de alguns dos artistas plásticos mais importantes das últimas décadas, como Marlene Dumas, William Kentridge, Samuel Fosso, Nick Cave, Kara Walker ou Kendel Geers”.

O presidente Rui Moreira salienta ainda que “Com este gesto de grande generosidade, Sindika Dokolo permite à cidade do Porto desenvolver um dos projectos mais relevantes no âmbito da arte contemporânea da actualidade, ajudando a estabelecer uma ponte singular entre a cidade e o mundo”.

Construtora Soares da Costa escolhe Luanda como sede e Angola como centro estratégico

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A construtora Soares da Costa definiu Luanda como a sua nova sede operacional e centro estratégico de negócio e passará a ter o continente africano como mercado prioritário. Joaquim Fitas assume o cargo de CEO na empresa controlada pelo empresário António Mosquito.

De acordo com o comunicado emitido, a reorientação da empresa “Assenta na definição de África como mercado prioritário e Luanda como novo centro estratégico do negócio do grupo”. O comunicado da empresa acrescenta ainda que “A nova orientação passa também pela captação de novos contratos de engenharia e pela redução de custos”.

Os accionistas da Soares da Costa Construção decidiram também proceder a uma recomposição do conselho de administração da empresa e nomear Joaquim Fitas como novo presidente da comissão executiva da construtora.

António Mosquito mantém-se como presidente do conselho de administração, assumindo Joaquim Fitas e António Gomes Mota os cargos de vice-presidentes. Integram, ainda, o conselho de administração Paulo Leal, Daniel Pinto da Silva e Fernando Nogueira. Já a comissão executiva, além de Joaquim Fitas como CEO, será composta por Fernando Nogueira, Paulo Leal e Daniel Pinto da Silva.

Em declarações ao jornal português online ‘Observador’ Joaquim Fitas declarou-se confiante em que a situação económica de Angola vai “voltar a aquecer” e que ”os actuais constrangimentos financeiros, muito provocados pela queda do preço do petróleo, são conjunturais e não estruturais”.

O novo CEO da construtora desempenhava até agora o cargo de administrador da empresa Angolana Omatapalo-Engenharia e Construção. Com experiência no sector das águas, desempenhou funções como presidente da Águas de Angola, entre outras.

CEEIA apoia empresas exportadoras de Angola

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A Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola (CEEIA) tem contribuído para a dinamização das empresas exportadoras angolanas, através do estabelecimento de protocolos com entidades de apoio e da participação em eventos e fóruns internacionais, entre outras vertentes.

De acordo com um comunicado divulgado pela instituição, o principal resultado da actividade da CEEIA tem sido “O aumento  da credibilidade das empresas nacionais passando, assim, uma imagem bastante positiva para o mercado internacional onde estamos presentes ou para onde caminhamos. Vamos continuar a trabalhar para contribuirmos para o crescimento de exportações e para mais internacionalizações em 2015”.

Como exemplos de eventos são mencionados o Fórum Económico de Negócios Angola – Itália, que decorreu em Turim e  permitiu desenvolver negócios entre empresas de ambos os países, bem como a conferência sobre a Internacionalização das Economias, realizada em Lisboa.

Além da presença em eventos, a CEEIA e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) assinaram um protocolo de cooperação para estreitar as relações económicas entre Angola e Portugal.

Criada há um ano, a CEEIA tem como missão ajudar a melhorar a capacidade produtiva do tecido empresarial angolano e contribuir para que os operadores, em conjunto, tenham mais oportunidades. A certificação da qualidade e a origem dos produtos,  a disponibilização de informações decorrentes de análises, o proporcionar de “acompanhamento especializado e formação adequada” aos associados e a intermediação nos processos burocráticos de internacionalização, foram alguns dos objectivos de actuação anunciados – na altura da sua constituição – pela entidade formada por empresas como a Refriango, Vidrul, Angonabeiro, Banco Privado Atlântico ou Miracel, entre outras.  (Fontes: Angop e Briefing AO)

Angola: Novas reservas de diamantes no horizonte

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Novas descobertas de reservas de diamantes em 5 anos serão indispensáveis para compensar o da operação nas extrações actuais, de acordo com o administrador da concessionária diamantífera angolana Endiama.

Em declarações à agência Lusa, Carlos Sumbula afirmou que “há uma intensa atividade de prospeção” em curso em Angola, envolvendo várias multinacionais, existindo a “perspetiva de encontrar novas reservas”.

“Pensamos que no futuro, dentro de cinco a sete anos, poderemos ter boas descobertas. Mas por enquanto as reservas estão a caminhar para o fim, o que é normal porque estamos a explorar diamantes há várias dezenas de anos”, explicou o presidente do conselho de administração da Endiama.

Depois do petróleo, os diamantes são a principal fonte de receita angolana e do total da extração angolana no último ano, 8,75 milhões de quilates da produção industrial seguiram para exportação, avaliada em 1,308 mil milhões de dólares.

Ainda de acordo com Carkis Sumbula, estão em curso em Angola estudos de prospeção de kimberlitos (campos com uma espécie de rocha magmática com diamantes) e alviões, em conjunto com outros parceiros, que visam compensar o natural declínio de produções que já levam dezenas de anos em atividade.

“Nós não temos perspetivas de aumento de produção. Estamos a fazer prospeção para a descoberta de novas reservas”, acrescentou o administrador da Endiama, que anteriormente já assumiu a existência de “indícios” que apontam para a futura descoberta de uma “mina importante”.

A Endiama assinou em 2013 um acordo com a empresa russa Alrosa, para prospeção de diamantes em Angola, tendo em conta estimativas iniciais que apontam para que apenas 10 por cento das reservas angolanas são conhecidas.

Dados da indústria diamantífera mundial apontam Angola como quinto maior produtor de diamantes, mas a sua produção representa apenas 8,1 % do valor global mundial.

A mina de Catoca, no interior norte de Angola, é a quarta maior do género no mundo. (Fonte: Lusa)

Comboio chega finalmente ao Luau. Estação e ponte ferroviária inauguradas

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Numa cerimónia que contou com a presença de milhares de populares, angolanos e congoleses, foi inaugurada pelo presidente José Eduardo dos Santos a estação ferroviária do Luau (na imagem em maquete). A cerimónia ocorreu no mesmo dia em que se celebrou também a chegada àquela vila do “comboio inaugural” que partira na terça-feira do Lobito, e que completou finalmente o último troço da linha.

Paralelamente, foi também inaugurada a ponte ferroviária transfronteiriça ligando o Luau à República Democrática do Congo, ponte essa que permitirá a interligação com a rede daquele país, e também com a rede ferroviária que agora chega ao Moxico com a Zâmbia.

A inauguração da Estação do Luau põe fim a um período de 40 anos de paralisação da linha do comboio nesta região e vem permitir que o município do Luau possa “Vir a ser uma gigantesca porta de entrada para a integração regional de África e aproximar a zona Austral do continente, como uma área de comércio livre, impulsionando as trocas comerciais, reforçando as relações e sustentando as bases para que Angola seja uma potência continental”, afirma a agência Angop.

Para além de José Eduardo dos Santos, a cerimónia inaugural da Estação e da Ponte Transfronteiriça Ferroviária do Luau contou com a presença dos presidentes da República da Zâmbia, Edgar Chagwa Lungu e da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, países que partilham a fronteira terrestre na parte leste com o Moxico, República de Angola.

Após a conclusão pela parte angolana do extenso ramal ferroviário do Projecto Corredor do Lobito, aguarda-se para breve o início das obras nos ramais por parte destes dois países. Para tal, segundo declarações prestadas pelo Ministro angolano dos Transportes, Augusto Tomás: “Foram já rubricados vários acordos de cooperação com as entidades destes dois países africanos membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC)”.

De acordo com Augusto Tomás, citado pela Angop: “O programa de reabilitação e modernização dos Caminhos de Ferro de Angola (CFA) representou ao longo da última década, entre 2005 e 2015, um investimento próximo dos 3,5 biliões de dólares americanos e deste valor a parcela correspondente ao Caminho de Ferro de Benguela é, aproximadamente, de 1,9 biliões de dólares”.

O processo de reabilitação e modernização do ramal do Caminho-de-Ferro de Angola incluiu a instalação de uma rede de fibra óptica e de equipamentos de sinalização e segurança em toda a extensão das linhas, bem assim a construção de pontes, pontões, passagens de nível e valas de drenagem.

De igual modo, para o asseguramento e comodidade dos passageiros foram construídas de raiz 151 estações ferroviárias, de entre estações especiais, de primeira, segunda, terceira classes e apeadeiros, incluindo a Estação de primeira classe do Luau, bem como a aquisição de 42 locomotivas, 248 carruagens de várias tipologias e 263 vagões.

Angola comprou mais de 163 milhões de litros de cerveja portuguesa em 2014

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Angola comprou mais de 163 milhões de litros de cerveja a Portugal em 2014 e as vendas deste produto para Angola aumentaram 17% para 143 milhões de euros (162,2 milhões de dólares), de acordo com o português Instituto Nacional de Estatística. Angola representou 60,8% do total das vendas das cervejeiras portuguesas.

Resta agora saber qual o impacto neste volume da decisão do Governo angolano no sentido de limitar as importação da cerveja, entre outros produtos alimentares.

Na sequência da entrada em vigor da nova lei, as compras desta bebida ficam restritas a um máximo de 400 mil hectolitros (40 milhões de litros), ou seja, apenas 25% do que Portugal vende actualmente para o mercado angolano.

Segundo a notícia difundida pela Agência Lusa: “Depois do aumento das taxas aduaneiras de 30% para 50%, a 1 de março de 2014, e, agora, dos limites à importação, a expectativa para este ano é grande”.

Centro angolano de formação para o sector das águas nasce com apoio da ONU e da UE

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A UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a União Europeia assinam esta quinta-feira um acordo, destinado a apoiar o Governo angolano na criação de um Centro de Formação Profissional no Sector de Águas.

Esta parceria entre as instituições está orçamentada em 939 mil dólares e faz parte de um projecto maior a nível global com investimento superior $13 milhões e que conta com as participações do Governo de Angola e do Banco Mundial.

O Centro de Formação Profissional está a ser construído em Ongazanga, na província de Luanda e o projecto é chefiado pelo Governo angolano, que tem desenvolvido várias ações para garantir o acesso da população à água potável, principalmente daqueles considerados em situações mais vulneráveis.

O objetivo do novo Centro é o de “preparar técnicos qualificados e capacitados para que possam responder às necessidades do sector, contribuindo para a redução de mortes causadas por doenças transmitidas pela água poluída”.

Segundo a Unicef, o acordo terá um impacto de âmbito nacional no desenvolvimento de competências e capacidades no sector das águas em várias áreas.

Entre elas estão a monitorização e a qualidade do produto e do ambiente, a operação, manutenção e gestão dos sistemas e a planificação e gestão dos recursos hídricos.A agência da ONU cita ainda como outro factor importante a mobilização social para a mudança de comportamentos. (Fonte: Rádio ONU)

Não faz sentido falar em recessão, assegura a Exame Angola

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A edição para Angola da revista ‘Exame’ dedica o seu número deste mês de Fevereiro às cinco questões que, na opinião da equipa que faz a revista, mais preocupam os angolanos. Aqui fica a reprodução das respostas numa síntese efectuada por Jaime Fidalgo Cardoso, responsável por esta revista económica:

1. O PETRÓLEO VAI CONTINUAR A CAIR?
Não. Embora abundem as visões mais díspares sobre a evolução futura dos preços do petróleo parece haver unanimidade em dois pontos. Primeiro: a cotação já terá batido no fundo, sendo de esperar a inversão de tendência a partir do segundo semestre. Segundo: a recuperação será lenta e o preço tão cedo não regressa aos três digitos. Ao que tudo indica entrámos no ciclo do petróleo barato.

2. O IMPACTO NA ECONOMIA SERÁ ELEVADO?
Sim. Outra coisa não seria de esperar de uma economia onde o petróleo vale 70% das receitas fiscais. Os sinais estão aí desde o final do ano passado. O Presidente da República já avisou que 2015 será um ano dificil, de contenção. Quando surgir o orçamento geral do Estado rectificado, no qual o preço de referência do petroleo cai para metade, teremos ideias mais claras da sua extensão.

3. FAZ REALMENTE SENTIDO FALAR EM CRISE?
Não (ou sim). Não, se entendermos a palavra crise como recessão. Até agora nenhum previsão credivel refere que Angola não vai crescer em 2015 (a mais negativa é 3%). Sim, se entendermos que haverá cortes severos que alastrarão ao resto da economia. Uma coisa é certa: hoje o país está mais bem preparado do que em 2009 para reagir ao choque petrolífero e a reacção está a ser mais rápida.

4. OS COMBUSTIVEIS VÃO VOLTAR A SUBIR?
Sim. Pelo menos é nesse sentido que vai a proposta do FMI solicitada pelo Ministério das Finanças que propõe eliminar gradualmente os subsidios aos combustiveis até 2020. O Governo decerto que não deixará de aproveitar a oportunidade de recuperar alguma folga orçamental, com uma despesa socialmente injusta, que hoje representa 3,7% do PIB (480 mil milhões de kwanzas).

5. VAMOS TODOS PAGAR MAIS IMPOSTOS?
Sim (ou não). Sim, porque o grande objectivo da reforma tributária é alargar a base tributária e combater a evasão fiscal. Paralelamente o imposto sobre os rendimentos de trabalho parece ser mais penalizador, sobretudo, para quem tem salários elevados. Não, porque houve uma amnistia (as dividas antigas ao Estado foram perdoadas) e algumas taxas – caso do imposto industrial – desceram”.