Angola celebra hoje Dia da Cultura Nacional

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“A cultura do povo angolano, é hoje constituída por pedaços que vão das áreas urbanas assimiladas as áreas rurais”. Assim afirmou Agostinho Neto no seu discurso proferido a 8 de Janeiro de 1979, por ocasião da tomada de posse de posse dos novos membros da União dos Escritores Angolanos, data que se tornou oficialmente – em 1986 – o Dia da Cultura Nacional de Angola e hoje se celebra.

Na altura do seu discurso, Angola vivia ainda um período de descolagem das marcas deixadas pelo colonialismo português. Daí também a formação de Agostinho Neto, poeta e home de Cultura de que: “A Cultura não pode inscrever-se no chauvinismo, nem pretende evitar o dinamismo da vida.  A Cultura evolui com as condições materiais e, em cada etapa, corresponde a uma forma de expressão e de concretização de actos materiais”,

Hoje, na celebração da efeméride instituída em reconhecimento ao pensamento de Agostinho Neto, a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, destacou em Mbanza Congo, capital do antigo Reino do Congo, a necessidade de se preservar, valorizar e a transmitir às novas gerações e ao mundo os valores e símbolos da cultura e da identidade angolana.

De acordo com a agência Angop, Rosa Cruz e Silva frisou que a afirmação cultural “É a melhor via para se fazer face aos desafios deste tempo, particularmente àqueles que se prendem com os valores matriciais da angolanidade, da identidade cultural, na sua diversidade, aos valores morais e aos valores cívicos que, estando vivos e sendo normas preciosas para a construção de uma sociedade de bem estar, para a construção de uma sociedade de justiça e paz, uma sociedade  que se paute pelo respeito a todos, que não descarte os mais velhos, por vezes se vêem perturbados por aquilo que nos chega como efeito da globalização e que, sem critério, muitas vezes é adoptado”.

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Projecto agrícola do Mucoso inaugura hoje

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Inaugura hoje, quarta-feira, após a reabilitação, o Perímetro Irrigado do Mucoso, na província do Cuanza Norte. Esté é um dos mais significativos projetos agrícolas em Angola e foi alvo de um investimento público no valor de 1,3 mil milhões de kwanzas, segundo os números divulgados pelo Ministério da Agricultura.

Para além da reabilitação do perímetro agrícola, o projecto envolveu a construção de residências para técnicos, áreas de serviço e outros equipamentos de apoio, nomeadamente para garantir o fornecimento de água potável à produção. A produção iniciar-se-á agora com enfoque nas frutas e hortícolas jao nível dos produtos, numa área de inicial de 500 hectares.

De acordo com o divulgado, “A reabilitação desta área, no município do Dondo, foi realizada pela empresa espanhola INCATEMA e envolveu ainda a recuperação de mais de 20 quilómetros de estradas, para facilitar a circulação de pessoas e máquinas na fazenda que integra o complexo agrícola. O investimento vai permitir, para já, a criação de 80 postos de trabalho, tendo a fazenda capacidade para garantir o armazenamento da produção em câmaras frigoríficas”.

O projecto contribuirá para o designío angolano de colocar a agricultura na liderarança do crescimento do peso do setor não petrolífero na economia nacional, seguindo as linhas definidas pelo Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2015. A agricultura é considerado pelo Governo como um setor chave para o desenvolvimento economia nacional, liderando o crescimento entre oito áreas não petrolíferas identificadas e para os responsáveis governamentais “a dinâmica recente da economia agrícola tem sido um dos determinantes do desempenho do PIB não petrolífero”.

O crescimento da agricultura angolana está estimado em 12,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. As explorações agrícolas familiares, com um universo de cerca de 2,5 milhões de famílias, já são responsáveis por mais de 80% da produção de culturas alimentares básicas – cereais, raízes, leguminosas – e detêm os maiores efetivos de gado do país.

Fonte: Agência Lusa.

Novela angolana em horário nobre na televisão portuguesa

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Pela primeira vez na história da televisão portuguesa, uma novela angolana ocupará o principal horário da noite. Jikulumessu – Abre o Olho foi a escolha da RTP1, principal canal da televisão pública, para substituir em breve a série de longa duração Água de Mar, exibida diariamente às 22.00H.

Em declarações ao jornal ‘Diário de Notícias’, o diretor de Programas da RTP, Hugo Andrade, salienta que a principal razão desta escolha inédita de um formato angolano para o prime time foi o facto de se tratar de um produto “excecionalmente bem feito”. “Ao nível técnico, de produção de ficção, é das melhores coisas que eu já vi na minha vida. Ainda por cima a equipa técnica [da Semba Comunicação] é em grande parte portuguesa”.

História de amor e vingança, Jikulumessu – Abre o Olho  conta como Joel Kapala (Fernando Mailoge), um jovem de 17 anos do Lubango (Angola), sofre uma grande desilusão e decide jurar vingança. Em 1998, Joel é admitido num dos colégios mais conceituados de Angola para completar os estudos pré-universitários, facto que provoca um grande conflito na família Kapala. Esta novela, afirma o DN, “pode ser a ponte para uma ligação duradoura com Angola”, ao nível do audiovisual.

Entretanto outro canal português, a TVI, prepara-se para estrear a novela ‘A Única Mulher’, também em horário nobre, decorrendo grande parte da acção em território angolano.

Portugal Telecom em queda após recusa da oferta de Isabel dos Santos

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O jornal económico ‘Jornal de Negócios’ destacou a perda de valor das acções da PT SGPS após a retirada da oferta pública de aquisição lançada por Isabel dos Santos. A retirada da oferta pela empresária angolana, após pressão para que subisse o valor do preço por acção – apesar de o valor inicial já ter sido inicialmente oferecido tendo em conta as expectativas do mercado e a realidade da empresa – levou a uma penalização pelos investidores e accionistas que provocou a queda até um valor num mínimo histórico inferior a 82 cêntimos por acção, quando o preço de oferta da empresária era de 1,35€.

Ao mesmo tempo, ex-responsáveis da Portugal Telecom vieram a terreno com artigos de opinião, como por exemplo o ex-Presidente da Portugal Telecom Luís Todo-Bom, criticando o modelo de governação da empresa de telecomunicações e questionando a destruição de valor da PT na sua história recente, num total avaliado em 6 mil milhões no que toca à perda de valor para a empresa.

Neste cenário, e à medida em que vai sendo avaliado o racional da operação em torno da PT, vão ganhando argumentos aqueles que questionam as razões da preferência por modelos agora penalizados pelo mercado e pelos accionistas, beneficiando opções estratégicamente difusas e em detrimento das opções apresentadas para a criação de valor.

Este é, em suma, um dossiê a seguir com atenção e que só o futuro comprovará quanto às consequências das decisões agora tomadas.

Complexo das Escolas de Artes inaugura em Luanda

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O Complexo das Escolas de Artes (CEARTES), instituição afecta ao Ministério da Cultura, será inaugurado na próxima segunda-feira, 5 de Janeiro, divulgou a agência Angop.

Segundo o Ministério da Cultura, da infra-estrutura localizada na zona da Camama farão parte integrante as escolas médias de Artes Visuais e Plásticas, de Dança, de Música e de Teatro e Cinema. 20 salas de aulas foram concebidas para receber dois mil e quinhentos alunos, sendo que a instituição dispoõe ainda de uma biblioteca, um internato para 164 alunos, um auditório com 300 lugares e um pavilhão poli-desportivo, para além de um anfiteatro ao ar livre para 400 lugares, um laboratório de informática, um laboratório de física e um laboratório de química.

De acordo com a Angop: “A inauguração da infra-estrutura enquadra-se no programa comemorativo da jornada da Cultura Nacional, cujo acto central terá lugar no dia 8 de Janeiro na província do Zaire”.

“A instituição destina-se à formação de profissionais-intérpretes, criadores e docentes em diversas áreas culturais, inserindo-se no domínio do ensino artístico especializado.

Estruturado para compreender três níveis de ensino que se articulam e complementam, nomeadamente elementar, médio e superior, a criação da instituição visa contribuir para a afirmação, dignificação e reconhecimento das profissões artísticas ao desenvolver o talento e aptidões naturais dos indivíduos, ao mesmo tempo que pretende a excelência na formação de executantes com um elevado nível técnico, artístico, cultural e académico.

As escolas prepararão profissionais dotados de conhecimentos e capacidades técnicas e artísticas para o livre exercício da sua actividade profissional e inserção no mercado de trabalho, ao mesmo tempo que lhes darão acesso ao nível superior”. (Foto: Angop/Pedro Parente)