Deutsche Bank diz que Angola está bem preparada para enfrentar uma crise petrolífera

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O banco alemão Deutsche Bank, através da sua unidade de análise económica, considera que Angola está mais bem preparada para responder ao choque petrolífero do que estava em 2008.

Numa nota de análise datada de Dezembro mas só agora divulgada, os analistas do Deutsche Bank consideram que “no contexto actual, vários factores podem mitigar o risco de uma séria desestabilização económica”. Entre esses factores estão o “sólido crescimento do PIB e um nível de dívida pública moderado, reservas financeiras substanciais, um fundo soberano capitalizado com cinco mil milhões de dólares e uma economia mais diversificada que em 2008, com o sector não petrolífero a valer 60% do PIB em 2013, quando valia apenas 40% em 2008”.

“Angola não foi significativamente afectada pela produção de xisto e consequente perda de quota de mercado nos Estados Unidos, como foi a Nigéria”, escrevem os peritos da instituição financeira alemã. Mas alertam que “o país está vulnerável ao abrandamento da procura da China”, uma vez que quase metade das exportações de petróleo vão para a China, desde 2012.

A China, de resto, tem sido um dos principais financiadores do desenvolvimento angolano, não só em forma de empréstimos comerciais ou com taxas de juro muito baixas (concessionais), mas também através do programa ‘oil for money’, através do qual a China empresta dinheiro que é pago em petróleo.

Sobre o petróleo angolano, o Deutsche Bank diz que “a produção de curto prazo está a crescer, com perspectivas encorajadoras a longo prazo”, essencialmente por causa da exploração no pré-sal, uma espécie de camada por baixo do fundo do mar, que tem um potencial ainda não contabilizado, mas que os analistas consideram ser bastante promissor, admitindo até que possa duplicar as actuais reservas de 13 mil milhões de barris. (Fonte: Angop)

“Assumindo novos investimentos substanciais, o que parece realista, esperamos que a produção de petróleo nos próximos cinco anos aumente ligeiramente à medida que os novos poços começam a produzir, compensando o declínio dos mais antigos”, dizem os analistas, admitindo que a descida do preço do petróleo vai ter implicações nas margens de lucro das companhias e, consequentemente, na capacidade de financiarem novos investimentos na exploração do petróleo.

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