Angola aprova Conselho de Estabilidade Financeira para prevenção de crises sistémicas

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Uma óptima notícia a aprovação esta quinta-feira da criação do Conselho Nacional de Estabilidade Financeira pela Assembleia Nacional angolana. Com esta decisão, fica salvaguardada a criação de um instrumento indispensável para assegurar a estabilidade financeira no país e antecipar, evitando-as, eventuais crises sistémicas do sistema bancário.
Mesmo as vozes habitualmente mais críticas do lado dos partidos da oposição ao Governo consideraram “oportuna” e “importante” a aprovação deste diploma que, segundo o governador do Banco Nacional de Angola, José Pedro de Morais (na foto), inclui um regime sancionatório cque considerou um «instrumento essencial para garantir a implementação da lei».
O objectivo desta legislação é o de “assegurar a proteção dos investidores, a eficiência das instituições financeiras, o funcionamento regular e a transparência do mercado de valores mobiliários e instrumentos derivados”.

Ainda de acordo com o governador do Banco de Portugal, citado pela comunicação social: «Esta lei vem aprimorar o sistema de regulação na adequação com o funcionamento com os outros órgãos de regulação, que entretanto apareceram, quero referir-me à Comissão de Mercado de Capitais e Agência Reguladora do Setor Segurador, mas ao mesmo tempo aprofundar alguns aspetos de regulação com métodos mais modernos de intervenção no sistema bancário»,
«O que a lei faz é prevenir e mitigar riscos” sendo “um exemplo de atenção e de liderança na condução deste tipo de atividades”» acrescentou ainda o responsável pelo BNA.

Projecto Okavango/Zambeze avança com apoio alemão

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Financiar Angola para que o projecto Okavango/Zambeze seja uma realidade e contribua para a melhoria das condições de vida das comunidades que vivem na região é a intenção da equipa de técnicos do banco alemão KFW e da Fundação Peace Park  que estão na província angolana do Cuando Cubango, no sudeste de Angola.

Os tecnicos estudam, juntamente com as autoridades provinciais, os mecanismos adequados de financiamento para as acções prioritárias inseridas no projecto turístico transfronteiriço Okavango/Zambeze, segundo divulgou o Jornal de Angola.

Anualmente, o banco KFW disponibiliza mais de 300 milhões de euros de crédito no mundo para projectos de conservação da biodiversidade e construção de infra-estruturas privadas.

De acordo com as notícias, “Durante cinco dias, a comitiva do banco KFW, principal doador do projecto, trabalha nos municípios do Cuito Cuanavale, Mavinga, Rivungo e Dirico, localidades que cobrem 87 mil quilómetros quadrados do território do Cuando Cubango, onde avalia os avanços no processo de desminagem, construção de infra-estruturas hoteleiras, vias de acesso e conservação sustentável da fauna e da flora”.

Num encontro com o vice-governador para o sector económico, Ernesto Kiteculo, o representante da KFW, Niles Meyer, afirmou que esta visita da  missão de técnicos servirá para “Identificar o tipo de ajuda a Angola necessária para ter o suporte financeiro da sua instituição e colocar o Cuando Cubango ao mesmo nível do Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe, países participantes no projeto e já em fase mais avançada”.

Também segundo as notícias publicadas, o coordenador do projecto Okavango/Zambeze na componente angolana, Miguel Mário Ndawanapo, afirmou que a visita da delegação alemã vai transformar todo um conjunto de iniciativas que está em papéis num facto real, seja de financiamento ou assistência.

O plano de acções para o projecto no país e em particular no Cuando Cubango passa ainda pela organização dos parques nacionais do Luiana (Rivungo) e do Luengue (Mavinga), a construção de infra-estruturas sociais e a formação de quadros, entre outros serviços de apoio.

Lubango com importação inédita de ovinos portugueses

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“Regozijamo-nos por anunciar pela primeira vez a exportação de ovinos reprodutores Serra da Estrela para Angola, mais precisamente para a província do Lubango”. Foi desta forma que o presidente da Associação Nacional de Criadores de Ovinos Serra da Estrela (Ancose), Manuel da Conceição Marques, tornou pública a inédita exportação de ovinos reprodutores Serra da Estrela para Angola.

A chegada dos animais à província do Lubango, nesta primeira fase de seis machos juvenis, ocorreu por avião na passada semana e foi também uma estreia para a transportadora aérea portuguesa TAP. Apesar do longo histórico das suas viagens de carga de animais, com uma vasta experiência no transporte de cães, gatos, cavalos e outros espécimens, esta foi a primeira vez que a TAP assegurou a carga de ovinos vivos.

Agradecendo o empenho e dedicação dos criadores portugueses na preservação e melhoramento deste tipo de ovinos, permitindo assim dar passos firmes no sentido da sua internacionalização, Manuel da Conceição Marques exprimiu também o seu reconhecimento por este pedido ter como destino um país com o grau de exigência de Angola.

A ANCOSE é uma organização de ovinicultores que, desde 6 Novembro de 1981, representa os interesses de 4 mil associados em vários fóruns nacionais e internacionais e tem defendido a preservação da espécie autóctone Serra da Estrela, o seu melhoramento e selecção.

Fundo tem 25 mil milhões para apoio às empresas angolanas

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25 mil milhões de kwanzas (240 milhões de dólares) é o montante da verba que o Fundo Activo de Capital de Risco Angolano dispõe para apoio às micro, pequenas e médias empresas angolanas, segundo anunciou o presidente do conselho de supervisão da instituição, Sérgio Eduardo Serrão.

O dinheiro disponível destina-se a financiar as empresas de todos os sectores da economia, com excepção dos relacionados com a exploração mineira, o imobiliário e a construção civil.

De acordo com Sérgio Eduardo Serrão, é necessária uma intervenção de fundo que contribua para melhorar o nível de gestão das micro, pequenas e médias empresas angolanas, que são em muitos casos de matriz familiar. A intervenção do fundo pretende igualmente alterar esse cenário, através da aplicação de capital e da definição de uma filosofia de gestão partilhada.

O fundo não realiza empréstimos à semelhança dos bancos, mas aplica capital e torna-se sócio da empresa que solicita a sua intervenção, desde que se encaixe nas suas condições de financiamento. O presidente do conselho de supervisão do Fundo Activo de Capital de Risco Angolano assegura que a participação na gestão e no capital da empresa é temporário, oscilando entre três e sete anos.

Deutsche Bank diz que Angola está bem preparada para enfrentar uma crise petrolífera

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O banco alemão Deutsche Bank, através da sua unidade de análise económica, considera que Angola está mais bem preparada para responder ao choque petrolífero do que estava em 2008.

Numa nota de análise datada de Dezembro mas só agora divulgada, os analistas do Deutsche Bank consideram que “no contexto actual, vários factores podem mitigar o risco de uma séria desestabilização económica”. Entre esses factores estão o “sólido crescimento do PIB e um nível de dívida pública moderado, reservas financeiras substanciais, um fundo soberano capitalizado com cinco mil milhões de dólares e uma economia mais diversificada que em 2008, com o sector não petrolífero a valer 60% do PIB em 2013, quando valia apenas 40% em 2008”.

“Angola não foi significativamente afectada pela produção de xisto e consequente perda de quota de mercado nos Estados Unidos, como foi a Nigéria”, escrevem os peritos da instituição financeira alemã. Mas alertam que “o país está vulnerável ao abrandamento da procura da China”, uma vez que quase metade das exportações de petróleo vão para a China, desde 2012.

A China, de resto, tem sido um dos principais financiadores do desenvolvimento angolano, não só em forma de empréstimos comerciais ou com taxas de juro muito baixas (concessionais), mas também através do programa ‘oil for money’, através do qual a China empresta dinheiro que é pago em petróleo.

Sobre o petróleo angolano, o Deutsche Bank diz que “a produção de curto prazo está a crescer, com perspectivas encorajadoras a longo prazo”, essencialmente por causa da exploração no pré-sal, uma espécie de camada por baixo do fundo do mar, que tem um potencial ainda não contabilizado, mas que os analistas consideram ser bastante promissor, admitindo até que possa duplicar as actuais reservas de 13 mil milhões de barris. (Fonte: Angop)

“Assumindo novos investimentos substanciais, o que parece realista, esperamos que a produção de petróleo nos próximos cinco anos aumente ligeiramente à medida que os novos poços começam a produzir, compensando o declínio dos mais antigos”, dizem os analistas, admitindo que a descida do preço do petróleo vai ter implicações nas margens de lucro das companhias e, consequentemente, na capacidade de financiarem novos investimentos na exploração do petróleo.

Belezas florais de Angola reunidas em documentário português

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Nas primeiras décadas do século XX, Luís Carrisso, o director do Jardim Botânico de Coimbra considerado um dos mais belos e com preciosidades botânicas provenientes de todo o mundo, realiza várias viagens a Angola. Agora, um século depois, o resultado dessas viagens – centenas de espécies recolhidas nas várias províncias angolanas – é o tema de um documentário realizado no âmbito de um projecto da Universidade de Coimbra, em conjunto com a produtora Terretreme e apoio do programa Ciência Viva. A série No ‘Trilho dos Naturalistas’ envolve quatro documentários e, clicando aqui, pode ver-se o trailer sobre Angola. (Fonte: Público)

Ministro anuncia novidades no Dia Nacional dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria

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Em declarações aos jornalistas, prestadas à margem do acto oficial comemorativo do 15 de Janeiro, Dia Nacional dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, o ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Cândido Pereira dos Santos Van-Dúnem (na foto), garantiu que o sector que dirige vai reavaliar e definir as prioridades para os projectos com maior impacto na vida dos antigos combatentes, tendo como objectivo providenciar-lhes maior assistência e apoio.

Essa redefinição incluirá a assistência médico-medicamentosa, a a educação, a formação e a habitação. De acordo com o ministro, citado pela Angop, cerca de 158 mil cidadãos beneficiam actualmente de assistência e uma série de acções começaram já a ser estruturadas para seu benefício.

“A necessidade de se refazer o planejamento que havia sido feito, aquando do Orçamento Geral do Estado, vai dar-nos uma visão mais realista sobre o que deve ser feito em relação a todos os projectos inseridos no Plano Nacional de Desenvolvimento”, afirmou o responsável governamental.

O acto oficial, que decorreu em Luanda, de celebração do Dia Nacional dos Antigos Combatentes, foi presidido pelo ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa. Para além do ministro Cândido Van-Dúnem, estiveram presentes o ministro da Comunicação Social, José Luís de Matos, a vice-governadora da província de Luanda para o sector político e social, Jovelina Imperial, e ainda deputados e representantes de diversas entidades.

Ganhe um milhão com duas moedas

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Se for criativo e souber desenhar ainda tem 15 dias para criar duas moedas e ganhar 1 milhão de kwanzas. É este o prémio atribuído pelo Banco Nacional de Angola, no âmbito das comemorações alusivas ao 40º aniversário da Independência de Angola, a quem ganhar o concurso de desenho para a criação da face de duas moedas metálicas comemorativas, de 50 e 100 kwanzas.

Os critérios para a escolha do vencedor pelo BNA incluem a criatividade, a originalidade e adequação ao tema, bem como a capacidade de desenvolvimento conceptual e de arte final.

As propostas devem ser individuais e cada concorrente pode apresentar uma ideia para cada uma das moedas. Os projectos que ainda ser acompanhados pela respectiva memória descritiva, justificando a opção criativa, para o Gabinete de de Comunicação Institucional do BNA, ou para as delegações regionais do BNA em Cabinda, Malanje, Huambo, Lobito e Lubango, até 30 de Janeiro.

Os trabalhos serão avaliados por um júri, presidido pelo BNA, com representantes do Ministério da Cultura e da União Nacional dos Artistas Plásticos, que atribuirá ao criador das duas moedas a quantia de 1 milhão de kwanzas. (Fonte e foto Briefing)

Ponte sobre o rio Cambamba estará pronta em Maio

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Os trabalhos de reabilitação da conhecida ‘ponte molhada’ sobre o rio Cambamba, nos arredores de Luanda, iniciados em Outubro de 2014, estarão concluídos já no próximo mês de Maio.

A informação foi dada pelo diretor comercial da Tecnovia, empresa portuguesa que tem a seu cargo esta obra avaliada em 9,7 milhões de dólares. Segundo Ricardo Santos, a nova ponte “permitirá resolver o problema das cheias verificadas naquela zona, por altura das chuvas, que põem em causa a segurança dos seus utentes”.

“Consiste na passagem hidráulica do rio Cambamba, uma ponte que terá um desenvolvimento de cerca de 300 metros”, referiu o responsável da Tecnovia.

Ricardo Santos falava em declarações à imprensa, à margem de uma visita que o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Rui Machete, realizou aos estaleiros da obra.

“É um investimento relativamente reduzido, para o tipo de obra em questão, nomeadamente por aquilo que vai possibilitar”, disse Ricardo Santos, acrescentando que a necessidade de manter a continuidade do trânsito naquela zona tem vindo a dificultar a execução da empreitada.

No local, o ministro português classificou a obra como “um bom exemplo” da qualidade da engenharia e da interação entre empresas portuguesas e angolanas.

Ministros Chikoti e Machete salientam importância do reforço da cooperação entre Angola e Portugal

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“Sonho angolano continua vivo entre os portugueses”. É este o título escolhido a edição de hoje do jornal português ‘Diário de Notícias’ para um artigo que coincide com o início da visita a Luanda do Ministro dos Negócios Estrangeiros português, Rui Machete (na foto ao lado do Ministro dos Negócios Estrangeiros angolano, George Chikoti).

Este sonho e as oportunidades de trabalho no país, como salienta a notícia, justificam que sejam recebidos anualmente em Luanda “cerca de seis mil portugueses à procura de trabalho” . Hoje de manhã. na sua chegada a Angola, Rui Machete declarou que as relações entre os dois países “Têm vindo a desenvolver-se a um ritmo bastante apreciável, mas, como é evidente, são relações de uma grande densidade e de um grande dinamismo. Necessitam de ser alimentadas, necessitam de continuar este progresso que se tem vindo a registar e isto passa por contactos bilaterais frequentes”, Esta é a primeira visita oficial de Rui Machete a Angola desde que foi nomeado, em Julho de 2013, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

Durante o encontro com o seu homólogo português, o MInistro Georges Chikoti afirmou que esta reunião reveste-se de grande importância e decorre num bom momento, por permitir uma avaliação das boas relações entre ambos os países, “Por tudo o que os dois países têm já feito no domínio da cooperação, das consultas políticas regulares no âmbito da CPLP, das Nações Unidas e de outros fóruns”, citou a agência Angop.

A realização de um Fórum Empresarial entre Angola e Portugal e a constituição de um observatório empresarial, “que terá a competência para monitorizar aquilo que são os investimentos e comportamento das empresas angolanas e portuguesas” estão entre os eventos anunciados hoje para decorrer nos próximos meses, com a intenção de reforçar os laços empresariais entre os dois países.