Novo aeroporto de Luanda receberá 15 milhões de passageiros por ano

Unknown São esperados pelos menos 15 milhões de passageiros por ano no novo aeroporto de Luanda, sendo 10 milhões em carreira internacional e os restantes cinco milhões em tráfego doméstico. O número foi avançado à comunicação social pelo secretário de Estado da Construção, António Flor, no final de uma visita a empreendimentos sociais nos arredores da vila de Catete.

A longo prazo, o secretário de Estado da Construção salientou que o aeroporto actualmente em construção na comuna de Bom Jesus poderá atingir os 60 milhões de passageiros.

De acordo com a agência noticiosa Angop, as obras dividem-se em quatro áreas: zonas de vôo, terminais, área de controlo de tráfico e instalações de apoio.

“Com uma capacidade de 50 mil toneladas de carga por ano, a a infra-estrutura comportará 31 mangas, sendo 21 para vôos internacionais e 10 para domésticos, num projecto que prevê ser o maior da África central e Ocidental, bem como está a ser projectado para ser uma plataforma logística e aeroportuária na região”, noticiou a agência, acrescentando que “O novo aeroporto internacional está a ser erguido a 40 quilómetros do centro de Luanda, numa área de 1.324 hectares e terá duas pistas duplas, das quais, a da zona sul, com capacidade de aterragem do maior avião comercial do mundo, o Airbus A380”.

Presidente do FC Porto elogia Angola em visita a Luanda

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O presidente do Futebol Clube do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, visitou a capital angolana para a inauguração das instalações renocadas da Casa do FCP em Luanda, mais precisamente na zona do Bairro Azul, participando também no jantar que marcou a tomada de posse dos novos órgãos sociais da delegação, presidida por Agostinho Rocha.
“Cada vez que venho cá (a Angola) fico a amar mais este país”, afirmou na ocasião o presidente do clube português. De acordo com apágina oficial da internet do FCP, Pinto da Costa “foi recebido num ambiente ‘à Porto’, com música e a presença de muitos portistas e portugueses, para além de angolanos curiosos com a visita da comitiva azul e branca”.

Esta deslocação a Angola esteve também inserida no âmbito de um protocolo recentemente assinado com a Academia de Futebol de Angola (AFA) e com o objectivo de “homologar este acordo na presença do patrono da AFA e presidente do país, José Eduardo dos Santos”. O programa incluiu dois jogos entre as equipas de Sub-15 da AFA e do FC Porto e as formações Sub-11 azul e branca e Sub-10 da AFA, disputados nas instalações da Academia, no Bairro Morro Bento.
“É reconfortante que, a esta distância, ainda que num país amigo e irmão, possamos sentir que o FC Porto é aqui mais apreciado e amado do que em muitos sítios de Portugal. Queria que esta casa fosse a presença do FC Porto, sim, mas também a presença de Portugal, que tantas vezes não sabe estar presente como deveria em Angola. Não sou eu que escolho o Dragão de Ouro, é a direcção, mas posso dizer-vos que o meu voto será para a Casa de Luanda. E como felizmente fui acompanhado nesta agradável missão por 3 vice-presidentes, estou convencido de que quatro votos já cá cantam”, declarou mais tarde o presidente no hotel em Luanda onde decorreu a tomada de posse.

Grupo angolano celebra acordo com empresas portuguesa e espanhola para as pescas

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Um acordo assinado no final da passada semana reuniu empresários de Angola, Portugal e Espanha em Benguela, num protocolo comum que visa a gestão e o afretamento de navios no sector das pescas, de acordo com a notícia divulgada pelo ‘Jornal de Angola’.

Assinado entre a sociedade de direito angolano Cominder, pertencente ao grupo Consar, com sede no município piscatório da Baía Farta a empresa portuguesa Overview II e a espanhola Malaca Shipping, este acordo “pode estimular a actividade pesqueira numa altura em que a Cominder está a recuperar todo o património e infra-estrutura em terra para a captura de mais pescado e marisco”, afirmou o presidente do grupo Consar, Dumilde Rangel.

Segundo o noticiado, o grupo empresarial angolano possui uma fábrica de processamento de pescado, um barco de médio porte e até finais de Fevereiro de 2015 espera receber mais dois barcos para iniciar a pesca em grande escala, comprometendo-se no âmbito da parceria agora estabelecida a assegurar a conclusão das suas infra-estruturas em terra, nomeadamente a instalação de uma rede de conservação e a organização de uma rede distribuição comercial dos produtos congelados e frescos.

Desta parceria entre dois países da União Europeia e Angola deverão resultar benefícios para o mercado angolano, “uma vez que envolve empresas com forte domínio na actividade pesqueira, habituadas a cumprir com as normas da União Europeia em termos de certificação de qualidade”, acrescenta a notícia.

É Lisboa a capital da Kizomba?

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É ou não é Lisboa a nova capital da Kizomba? Aqui fica, em nota de fim de semana, uma reportagem da revista ‘Notícias Magazine’ sobre a forma como a música e os músicos angolanos estão a transformar o que se ouve e o que se dança em Portugal.

Como diz o autor do artigo: “Está a acontecer uma coisa nova em Lisboa, sim. Esta africanidade toda entranhou–se na pele da cidade e anda a espalhar-se pelo mundo. Tem artistas mainstreame tem tentáculos alternativos, que agradam a nichos, seduzem franjas. O mundo todo anda a dançar ao ritmo de uma cidade que já não é África nem Europa nem América, e no entanto é isso tudo – e ainda mais qualquer coisa”.

E assim vai o fenómeno em Portugal: “É impossível calcular quantos milhões fatura a kizomba, em Portugal ou no mundo, mas há indicadores preciosos. A canção Bô Tem Mel, de Freitas, esteve 42 semanas seguidas no top 50 de singles portugueses. O álbum A Dor do Cupido, de Anselmo Ralph, chegou ao primeiro lugar no topde vendas – e foi a primeira vez que isso aconteceu com um artista africano. O videoclip de Não Me Toca, de Ralph, vai em mais de 36 milhões de visualizações no YouTube – e a versão satírica que Rui Unas fez da mesma canção, adaptando a letra à crise económica portuguesa, tem mais 2,5 milhões de cliques”. Ler mais, é aqui. 

Fotografia: Direitos Reservados, Notícias Magazine.

Agricultura em Angola crescerá 12% em 2015

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O sector agrícola em Angola deverá registar um crescimento de 12% em 2015, de acordo com declarações do ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, Job Graça, aos deputados da 5ª Comissão de Economia e Finanças. Segundo o governante, citado pela agênia Angop: “O crescimento do sector agrícola ficará a dever-se aos bons resultados a serem provavelmente alcançados por uma série de perímetros irrigados, como os de Caxito, Bom Jesus, Calenga e Mucoso, que produzem essencialmente fruta”.

Igualmente com um significativo contributo para este resultatado contarão os projectos em curso com grande e média dimensão para cultivo essencialmente de cereais, batata reno e leguminosas, para além do desenvolvimento das actividades pecuárias bem como as explorações familiares, principalmente nas áreas onde predominam as culturas de mandioca, batata-doce, cereais e leguminosas.

No global, as previsões do Governo angolano para a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto do país apontam para os 9,7% em 2015. para o que contribuirão maioritariamente (cerca de 90%) os sectores da Agricultura, Construção, Indústria, Petróleo e Serviços Mercantis.

Obama elogia papel diplomático de Angola e a sua posição de liderança em África

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Barack Obama elogiou esta terça-feira o empenho pessoal do presidente angolano, José Eduardo dos Santos,no âmbito da Conferência Internacional dos Grandes Lagos (CIRGL), contribuindo para minimizar os conflitos no continente africano.

De acordo com o site noticioso ‘Voz da América’, O presidente norte-americano felicitou ainda Angola  pela sua eleição como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU e pela presidência do Processo Kimberly, realçando que são “sinais de crescimento do engajamento do país na arena internacional, o que promove um futuro brilhante, seguro e próspero para todos os angolanos”.

As declarações de Barack Obama foram proferidas no decurso da cerimónia de apresentação das credenciais do novo embaixador angolano em Washington, Agostinho Tavares da Silva Neto. Afirmando que “Os Estados Unidos da América reconhecem e apreciam a posição de liderança que Angola assumiu no continente, particularmente na Conferência Internacional na Região dos Grandes Lagos (CIGRL) e na Comunidade Económica da África Austral (SADC)”, Obama referiu ainda que “desde o estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países em Maio de 1993, a cooperação bilateral (entre os EUA e Angola) não se resume apenas ao comércio mas também através de um compromisso para o alcance da paz e segurança regionais”.

Grupo Nabeiro adquire Liangol

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O Governo angolano decidiu privatizar a 100% a empresa pública de produção de café Liangol, através de uma venda directa ao grupo português Nabeiro, proprietário da Delta Cafés.

De acordo com a agência noticiosa Lusa: “A decisão da venda à Angonabeiro, unidade do grupo português Nabeiro que atua em Angola há 14 anos, consta de um decreto executivo conjunto dos ministros da Economia, Abrahão Gourgel, e da Indústria, Bernarda da Silva”.

A privatização da antiga fábrica de café Liangol em Luanda teve como objectivo, segundo o Executivo, a conjugação com o plano naciola de “valorizar as unidades industriais com elevado potencial de crescimento e geradoras de divisas”.

No mesmo decreto executivo é referido que a Angonabeiro “pretende expandir a produção e comercialização, no mercado nacional e internacional, do café de marca Ginga, com a injeção de capitais adicionais, tecnologia e ‘know-how’ na cadeia produtiva e nos canais de distribuição”.

A Lusa recorda na sua notícia que o Grupo Nabeiro já tinha no passado sido convidado pelo Governo a colaborar na reativação da fábrica de café a qual transita agora das mãos da estatal Empresa de Liofilização e Moagem de Café (Limoca), para a Angonabeiro, por um valor a determinar após uma avaliação patrimonial actualizada.

A Angonabeiro opera no mercado angolano desde 2000 na área do comércio e da indústria, através das marcas de café Ginga e Delta, entre outros produtos. Em Janeiro deste ano, o director-geral da Angonabeiro anunciou a intenção de exportar a marca de café Ginga para a África do Sul, Namíbia e Moçambique.

Isabel dos Santos reformula condições da OPA

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A empresária angolana Isabel dos Santos, que lançou através da Terra Peregrin uma OPA sobre a PT SGPS  (que detém -39% do capital da operadora de telecomunicações brasileira Oi), alterou as condições iniciais da operação que levantaram resistências por parte da Oi.

De acordo com notícia do ‘Jornal de Negócios’, “Em causa estão os pontos VI, VII, VIII e IX do número 14 da OPA lançada e que previam algumas alterações dos termos de fusão entre a Oi e a PT”.

Isabel dos Santos incluiu nas alterações uma nova proposta, dada a existência de ‘uma patente injustiça’ em relação aos poderes da Oi em determinar o destino desta opção de compra. A empresária pretende agora que “a opção de compra apenas seja atribuída aos accionistas da sociedade visada que entendam não alienar as suas acções na oferta”, de acordo com o comunicado emitido esta segunda-feira para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

É ainda acrescentada uma condição no sentido de determinar que “inexistam quaisquer instrumentos que estabeleçam consequências negativas em caso de alteração de controlo da Oi, bem como deliberações de alienação ou oneração de activos relevantes da Oi, da CorpCo (empre que nasce da fusão Oi/PT) ou de outras empresas que estejam envolvidas no processo”.

A contrapartida financeira de1,35 euros por acção mantém-se inalterável.

Nestlé aumenta produção em Angola

Nestlé

A multinacional de produtos alimentares Nestlé anunciou esta sexta-feira que irá “aumentar consideravelmente” a produção própria a partir de Angola. A empresa opera directamente no país desde há um ano, empregando na fábrica Kaluanda 130 trabalhadores, após um investimento na unidade industrial que rondou os 18 milhões de dólares.

De acordo com declarações à agência noticiosa Lusa prestadas pelo diretor-geral, Wilbart De Wit: “Os níveis de produção têm vindo a aumentar, à medida que os processos ficam mais automatizados e eficazes. A curto prazo, os planos (da Nestlé) são de aumentarmos consideravelmente a produção local”.

Ainda de acordo com a informação da Nestlé citada pela Lusa: “A produção angolana, através da unidade construída na Zona Industrial de Viana (Luanda), abrange vários produtos, nomeadamente leite em pó – 8.500 toneladas anuais, segundo dados de Abril -, mas será agora alargada ao café e papas”. Além disso, sublinha o responsável, está previsto “melhorar” o processo produtivo em Angola”.

“Dada a sua construção bastante recente, e numa ótica constante de contribuição para a evolução da empresa e do país, a fábrica Kaluanda continuará a ser um ponto onde iremos investir bastante tempo e recursos”, afirmou ainda Wilbart De Wit.

Angola e Namíbia constroem barragem no rio Cunene

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De acordo com o documento divulgado esta semana pela Comissão Técnica Permanente Conjunta entre Angola e Namíbia, a barragem comum a construir pelos dois países na bacia do rio Cunene ficará concluída ao longo de sete anos e terá uma altura de 200 metros incluindo uma albufeira com 40 Kms de comprimento e capacidade para armazenar 2,560 milhões de metros cúbicos de água.

O valor da obra está avaliado em $1,37 mil milhões para a produção de 600 megawatts de energia eléctrica, de acordo com as conclusões do estudo de viabilidade.

“O futuro Aproveitamento Hidroeléctrico de Baynes, que abrange parte da província angolana do Namibe (sul), será repartido pelos dois países, em termos de electricidade produzida e de 30% do investimento total necessário, sendo os restantes 70% garantidos através de financiamento bancário”, de acordo com o noticiado. Se vier a a surgir o interesse de investidores privados o montante de 30% de investimento estatal poderá vir a ser reduzido .

O projecto foi apresentado como um exemplo de integração regional sendo que a electricidade produzida poderá ser também exportada para outros países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, “face à interligação das redes energéticas da região”. Importante será também o seu contributo para a diminuição do défice no fornecimento da energia eléctrica às cidades e às indústrias da região.

Segundo o site noticioso Macau Hub, “Uma das inovações deste projecto consiste na tomada de água – para as cinco turbinas que vão gerar electricidade – em dois níveis diferentes da albufeira, de forma a “regular” a temperatura de saída, estando ainda previsto um caudal mínimo entre 20 a 50 metros cúbicos por segundo”.