Seminário em Malanje destaca vantagens dos biocombustíveis

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As condições do clima nas províncias de Malanje, Zaire, Cabinda, Uíge, Cuanza Norte e Bengo são favoráveis à produção de matérias primas na base dos biocombustíveis. Esta foi a principal conclusão retirada pelos participantes no ‘V Seminário Regional sobre Biocombustíveis’ que se realizou ontem, quinta-feira, em Malanje.

O evento, promovido pelo Ministério do Petróleo, teve como objectivo divulgar a estratégia para o sector e Lei sobre os biocombustíveis em Angola no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento para esta área, que inclui investimentos e apoios de médio e longo prazo. Eventos semelhantes foram já realizados nas províncias de Luanda, Lunda Sul, Huila e Huambo.

De acordo com as conclusões do Seminário, divulgadas pela Angop, os participantes consideraram que a produção de biocombustíveis na região terá um efeito impulsionar na criação de indústrias a montante e a jusante e promoverá as exportações, não devendo no entanto competir com a produção alimentar e assegurando sempre a preservação do ambiente e o desenvolvimento sustentável,

Na ocasião, o Vice-Governador para o sector Político e Social, Manuel Campo, salientou o papel de Malanje como pólo de desenvolvimento para a diversificação da Economia angolana, e o seu contributo para uma redução substancial da dependência do sector petrolífero e das importações, “com vista a combater vigorosamente a fome e a pobreza no país”.

Mudança accionista não afectará desenvolvimento da Unitel

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A Unitel, operadora de telecomunicações angolana, não será afectada no seu desenvolvimento tecnológico pela saída da Portugal Telecom (PT) da sua estrutura accionista. Esta conclusão resulta das palavras do administrador e director-geral adjunto da Unitel, Amílcar Safeca, proferidas no decurso de uma entrevista dada em Luanda à agência noticiosa Lusa.

Questionado sobre se existiria algum entrave ou impacto negativo decorrente da perda da PT como accionista, Amílcar Safeca respondeu:  “Não, acho que não. Sempre trabalhámos com vários parceiros tecnológicos, a nível mundial. Temos um plano estratégico que tem sido implementado essencialmente com recurso às nossas equipas de engenharia locais. Por isso não afecta em nada”, acrescentando que a Unitel seguirá sem dúvida o seu percurso natural de crescimento.

Estas afirmações foram proferidas numa altura em que, de acordo com os números divulgados pela Lusa, a Unitel conta com 11 milhões de cartões activos em Angola para uma população de 24,3 milhões de pessoas.

Como recorda igualmente a agência noticiosa, “Na sequência do processo de fusão com a PT, a Oi manifestou a intenção de vender a participação de 25% na Unitel por 2.000 milhões de dólares”.

Angola lança programa de acesso ao crédito para dinamizar a Economia

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Através de um decreto assinado pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, foi criado o novo Programa de Potenciação do Crédito à Economia que terá a designação de PROCRED. Sob a orientação do Vice-Presidente da República, Manuel Vicente (na foto), este Programa envolverá diretamente os ministérios da Economia (responsável pela  coordenação), das Finanças e da Justiça e dos Direitos Humanos, juntamente com o Banco Nacional de Angola (BNA).

O PROCRED incluirá um conjunto de estímulos para a concessão de crédito e a eliminação de barreiras à procura, para além da dinamização da oferta comercial creditícia. De acordo com o teor do decreto presidencial, será criado um enquadramento legal e institucional “facilitador à expansão do crédito”, produção legislativa essa que visa suprir as dificuldades vividas actualmente pelos empresários no acesso a liquidez da parte da Banca.

Segundo números divulgados pela comunicação social, a consultora Deloitte apontou em 2013 para um aumento de 14% no crédito líquido a clientes dos bancos angolanos face a 2012, no montante global de 2.710.974 milhões de kwanzas. Esta foi a taxa de crescimento mais baixa registada desde 2009.

Aumentar a “credibilidade creditícia” das empresas angolanas, “fomentar o equilíbrio da estrutura de capital das empresas” e desenvolver um programa específico de microcrédito são também objectivos do novo Programa, entre outros.

Embaixador em Lisboa considera que Angola e Portugal vivem momento de reaproximação

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O Embaixador angolano em Lisboa, José Marcos Barrica, considera que o clima de crispação entre Portugal e Angola está “a desanuviar”. De acordo com declarações prestadas pelo diplomata à agência noticiosa Lusa, os sinais mais recentes transmitidos pelos líderes de Portugal e Angola “apontam para uma reaproximação entre os dois países”.

Na mesma notícia, citada por vários meios de comunicação portugueses entre eles a RTP, a Lusa salienta que “O Embaixador José Marcos Barrica frisou que ‘Angola e Portugal estão condenados a conviverem lado a lado, com momentos altos e baixos’. Porém, “ninguém esquece a irmandade, ninguém esquece os laços afetivos entre os dois povos” e tudo “o resto são circunstâncias de percurso político, mas que se vão recompondo”.

O representante de Angola em Portugal realçou ainda que, “Em Portugal tem havido pessoas que, sempre que há vitórias de Angola, aguçam as inteligências para dizer algo que abafe o que é de bom” mas optou por salientar o lado positivo menorizando a polémica: “Temos que enaltecer sempre o que é positivo e negligenciar essas respostas do mal”.

Ressalvando que Portugal desempenhou “um papel de arauto” na candidatura angolana ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, em particular junto dos dos países europeus – candidatura essa cujo sucesso apontou como  motivo de satisfação e orgulho dos Angolanos – José Marcos Barrica saudou igualmente Portugal pela eleição do país para o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens, via Jornal de Notícias online.

Angola atingiu a auto-suficiência na produção de cimento

cimento

Angola alcançou a auto-suficiência na produção de cimento e deixou de ser necessária a importação, tendo em conta o total actualmente produzido pelas cinco fábricas existentes no país, avançou o jornal ‘Expansão’, citando informações do Ministério da Indústria. De acordo com a mesma notícia, a produção irá para já continuar a satisfazer as necessidades de consumo interno, não se destinando ainda à exportação.

A semana passada, o presidente da República José Eduardo dos Santos visitou a fábrica de cimento China International Fund (CIF). A fábrica tem neste momento em funcionamento duas linhas de produção com capacidade combinada para  processar 10 mil toneladas de cimento por dia, o equivalente a cerca de 250 mil sacos de cimento,tendo criado 1.200 postos de trabalho, dos quais 800 ocupados por nacionais

Segundo o director nacional para a Estatística do Ministério da Indústria, Ivan Prado, com a actual capacidade instalada, a CIF tornou-se na maior fábrica de cimento do País, do total de cinco. “Para além da CIF, Angola conta com a produção da Nova Cimangola (Luanda), FCKS (Kwanza Sul), SECIL (Benguela) e CIMENFORTE (Benguela). Localizada na comuna de Bom Jesus, município de Ícolo e Bengo (Luanda)”,

O ‘Expansão’ recorda ainda que ‘Angola possui uma comissão que fixa e controla a quota de importação de cimento, coordenada pelo ministro da Construção, Waldemar Pires, e integrada também pelos ministros da Economia, Comércio e Indústria (como membros-efectivos) e das Finanças, como convidado. A estimativa é que o País tenha importado cerca de 3 milhões de toneladas de cimento, no ano passado”, o que agora deixará de acontecer na sequência da produção alcançada a nível nacional.

Huíla envolve escolas na prevenção do Ébola

chicote

É de louvar, pela sua dupla dimensão pedagógica e preventiva, a iniciativa de distribuição de m milhão e meio de panfletos sobre o Ébola nas escolas da província de Huíla. Os panfletos incluem indicações e instruções para evitar a contaminação pelo vírus e foram distribuídos nas instituições escolares públicas e privadas em toda a extensão da província da Huíla, “visando alertar professores, alunos, pais e encarregados de educação para o controlo da epidemia”, de acordo com a ANGOP.

Esta acção, desenvolvida pela direcção provincial da educação, ciência e tecnologia, em parceria com a representação da saúde na Huíla, teve como lema: “Ajude-nos a controlar o vírus”.

“O Ébola transmite-se por contacto directo com pessoas doentes, ou através do sangue ou outros fluídos corporais, tecidos, órgãos, secreções ou excreções de pessoas infectadas, tais como urina, fezes, saliva, suor, bem como por meio de ferimentos com objectos cortantes ou perfumantes (Agulhas, bisturis, lâminas, tesouras e pinças contaminantes) ”, salientou Américo Chicote, director provincial da educação, ciência e tecnologia da Huíla (na foto).

Ainda de acordo com a agência noticiosa, estão actualmente em fase de seleção mais de 1.800 escolas do ensino básico e médio na província da Huíla para inclusão nesta mega acção de prevenção.

Sindika Dokolo quer museu de celebração da africanidade em Luanda

fundação Sindika Dokolo (na foto), o empresário congolês e colecionador de arte que em 2003 criou uma fundação com o seu nome, reiterou a sua vontade de inaugurar em Luanda um museu de “celebração da africanidade”. A declaração foi feita em Londres, por ocasião da sua palestra proferida no encerramento da feira de arte africana contemporânea 1:54. De acordo com o jornal online ‘Observador’, Sindika Dokolo pretende encontrar uma maneira original de expor as obras no futuro museu, renunciando às habituais categorizações de género, origem ou data. “Precisamos de encontrar um fio que seja intelectualmente pertinente para juntar todas as obras com coerência, beleza e força. Gostaria de ter um museu assim, da celebração da africanidade”, declarou. A coleção de arte de Sindika Dokolo conta já com mais de 5 mil peças da autoria de 140 artistas espalhados por 28 países de África. A sua fundação esteve na criação em 2006 da Trienal africana em Luanda, cuja terceira edição deverá ocorrer em 2015. É também o principal patrocinador da 1:54, uma feira anual em Londres dedicada à arte africana contemporânea.

Angola substituiu o Brasil como destino das empresas portuguesas

aese

Angola substituiu o Brasil como destino principal para a actividade de negócio das empresas portuguesas. Esta foi a principal conclusão divulgada por um estudo apresentado em Lisboa pela AESE Business School na passada sexta-feira e coordenado pelo professor Adrián Caldart. De acordo com o referido estudo, noticiado pelo diário online ‘Observador’,  Angola foi considerada como mercado prioritário para 70% das empresas portuguesas em 2013, ultrapassando o Brasil como o país preferido para a internacionalização.

A África subsariana não lusófona foi indicada como região “altamente interessante” para 65% das empresas inquiridas. No entanto, registou-se uma queda da prioridade dada pelas empresas portuguesas a Moçambique.  Os critérios das empresas portuguesas na descolha de um destino para a internacionalização da sua actividade valorizaram a situação macroeconómica do mercado de destino, a sua dimensão e a existência de uma oportunidade de negócio.

Mais do que a internacionalização propriamente dita, as empresas portuguesas preferem entrar nos novos mercado através da exportação. Obviamente, em casos como Angola é determinante o estabelecimento de parcerias com empresas locais.

Citando o ‘Observador’: “O investimento angolano registou um fortíssimo crescimento em dez anos, multiplicando o seu valor por 35, mas o pico terá sido atingido em 2012, tendo desde então travado. Angola entra pela energia, banca e telecomunicações e as suas operações estendem-se a vários  setores estratégicos da economia como a comunicação social”.

Investimento privado não petrolífero cresce em Angola

ANIP

De acordo com a agência noticiosa Lusa, o investimento privado não petrolífero em Angola registou um crescimento significativo para mais de 1,7 mil milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, de acordo com um relatório governamental ao qual a agência teve acesso.

Segundo o relatório, elaborado pela ANIP (Agência Nacional para o Investimento Privado), Portugal continua a ser o país que lidera a lista dos investidores externos. Ainda de acordo com o mesmo documento, entre 1 de Julho e 30 de Setembro passados foram aprovados 59 novos projetos de investimento privado, os quais foram responsáveis no seu conjunto pela criação de 9.519 novos postos de trabalho diretos, 726 dos quais para expatriados e os restantes para cidadãos angolanos.

Criada em 2003, a ANIP é a entidade governamental responsável pela execução da política nacional relativa ao investimento privado, a sua promoção, coordenação e supervisão.

Angola conta com 24,3 milhões de habitantes, província de Luanda concentra 6,5

habitantes

Os primeiros números preliminares, relacionados com o recenseamento da população angolana efectuado no passado mês de Maio, foram ontem revelados pelo Presidente José Eduardo dos Santos no discurso sobre o estado da Nação, na Assembleia Nacional, que marcou o início da terceira sessão legislativa da III Legislatura.

De acordo com o avançado nesse discurso, Angola conta actualmente com 24,3 milhões de habitantes, 6,5 milhões dos quais concentrados na província de Luanda.

Este foi o primeiro recenseamento efectuado desde a independência de Angola em 1975 e os dados recolhidos revelam ainda que a seguir à província de Luanda, com 27% da população, surgem Huíla (10%), Benguela (8%), Huambo (8%), Cuanza Sul (7%), Bié (6%), Uíge (6%) e Bengo (1%).

Em 2008, um estudo efectuado pelo Fundo das Nações Unidas para a População estimava que Angola atingisse os 44,6 milhões de habitantes em 2050.