Receitas do turismo em Angola cresceram 50%

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Com um aumento de 5% no número de visitantes e de 50% nas receitas o sector turístico em Angola “tem mostrado capacidade de se adaptar às novas condições de mercado, alimentando o crescimento e a criação de emprego”. Esta é uma das conclusões do mais recente Boletim do Mercado Hoteleiro e Turístico divulgado pela Angop.

Com efeito, se entre 2012 e 2013 o aumento registado no número de turistas que visitaram Angola – chegando aos 1,088 milhões – foi de 5%, já as receitas terão aumentado de forma bem mais acentuada em 50%, atingindo os 119 100 milhões de kwanzas (1211 milhões de dólares).

Do total de turistas que visitaram Angola em 2013, 67% foram do sexo masculino, sendo que o turismo de negócios e de serviços, com 79,7%, foi o principal responsável pelas viagens registadas.

Tendo em conta que o valor obtido com a entrada de turistas no território nacional foi superior em relação ao valor das saídas, tal representa uma notícia positiva para a Balança de Pagamentos, tendo a quantidade de divisas entradas tendência para continuar a aumentar. Recorde-se que, ainda há duas semanas, o director do Instituto do Fomento Turístico de Angola (Infotur), Eugénio Clemente, anunciou que o país poderá vir a receber em 2020 cerca de 4,7 milhões de turistas.

Esta previsão, bem como a divulgação da informação do Boletim do Mercado Hoteleiro e Turístico agora efectuada, sucede em vésperas da abertura da Bolsa Internacional de Turismo de Angola “Bitur-Okavango-2014”. O evento, que sucederá entre 9 e 12 de Outubro em Luanda, terá como mote “Uma realidade, um desafio, uma oportunidade, uma fonte de receitas e empregabilidade” e reunirá cerca de uma centena de expositores com os objectivos de estimular o turismo e a captação de parcerias internacionais, potenciar a oferta turística e hoteleira, dinamizar o sector das agências de viagens e promover as riquezas naturais angolanas.

Nasceu o primeiro vinho angolano

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Angola tem finalmente um vinho de produção nacional, destinado ao consumo interno. Chama-se ‘Serras da Xixila’ e será vendido principalmente em supermercados, numa primeira fase com uma produção de 40 mil garrafas de 750ml mas que os responsáveis anunciam que irá ser duplicada para 80 mil/ano, entre vinho tinto e branco.

A marca resulta de um investimento de 16 milhões de dólares na Fazenda Xixila, no Libolo, província do Cuanza Sul, que inclui cerca de 50 hectares de vinha equipada com equipamentos de origem portuguesa e italiana. De acordo com o jornal ‘Expansão’, o ‘Serras da Xixila’ apresenta padrões de qualidade exigida pela União Europeia e Estados Unidos da América. A Fazenda Xixila, com 20 anos de existência e que funciona como sociedade agro-pecuária reunindo 1260 trabalhadores, conta ainda com uma linha de enchimento de vinho, equipado com equipamentos de origem portuguesa e Italiana.

De acordo com o administrador da sociedade agro-pecuária, Carlos Carneiro, a escolha da implementação do projecto no Cuanza Sul deveu-se ao facto da região apresentar clima e solo favoráveis, dado que se trata de uma zona onde convergem altas e baixas pressões climatéricas (entre 7 e 40 graus), apropriada à produção de vinhais.

Luanda com os melhores pratos aos melhores preços na Luanda Restaurant Week

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Os Luandenses estão a descobrir os prazeres da mais requintada gastronomia aos melhores preços no decurso da Luanda Restaurant Weeek, que associa dezenas dos mais requintados restaurantes da capital angolana num mega-evento organizado pela Luanda Nightlife que começou dia 23 e decorre até ao próximo sábado, dia 27.

Esta é a primeira edição mas tudo indica que voltará a repetir-se dado o sucesso que está a ter a iniciativa. Os clientes têm aderido em grande número à possibilidade de saborearem  um menu de luxo por valores mais acessíveis do que os habituais e, simultaneamente apoiando uma acção de solidariedade; Cada refeição dos menus nos restaurantes aderentes permite doar 100 kwanzas à instituição Okutiuka, uma organização dedicada ai acolhimento de crianças e jovens órfãos do Huambo que desde a sua fundação em 1997 tem promovido a inclusão e inserção destes jovens na sociedade.

O principal patrocinador desta Luanda Restaurant Week é a Angonabeiro, através da marca Delta Cafés. O café Delta está incluído nos referidos menus do Restaurant Week e serão sorteados 10 vouchers com oferta de jantar, válido para duas pessoas.

Para saber mais e quais os restaurantes associados à iniciativa, pode consultar aqui a respectiva página .

George Soros e nigerianos pressionam Oi

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Eis uma notícia que vem dar razões a muitos dos críticos do especulador George Soros, que em Angola financia o activista Rafael Marques, co-autor de um artigo recente na revista norte-americana em que atacava Isabel dos Santos, a empresária e fiha do presidente angolano.

Agora, de acordo com esta notícia lida no Angola Monitor, fica a saber-se que “Os parceiros da Oi na Africatel, o grupo nigeriano Helios Investors em que participa também George Soros, querem vender a sua participação de 25% na Africatel ao grupo brasileiro (que já detém os outros 75%), através de um direito de venda estipulado no acordo de accionistas”.

“O ‘put’ será aplicável devido ao facto de a PT se ter fundido com a Oi e por isso ter alterado relevantemente a estrutura accionista”, acrescenta a notícia salientando que : “Com o exercício do “put”, a Oi teria de pagar à Helios (através da Samba Luxco) cerca de 0,5 mil milhões de euros, tendo em consideração a avaliação divulgada recentemente pela Bloomberg, segundo a qual a fatia da Africatel na Unitel vale 2 mil milhões de euros”.

Para os mais atentos, esta movimentação vem confirmar a razão de quem apontava a parceria entre a chefe de diplomacia do ex-presidente Clinton, Madeleine Albright e George Soros ao grupo Helios.como origem da campanha de difamação de Isabel dos Santos e de Angola, a favor dos nigerianos.

Correios de Angola vão permitir transferências de dinheiro


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Óptima notícia para todos aqueles que trabalhando e vivendo em território angolano têm necessidade de enviar dinheiro para as suas famílias fora dos principais centros urbanos; Os Correios de Angola e a Western Union assinaram um acordo que permite transferência de verbas a todos os utilizadores desta rede postal.

De acordo com as declaraçõs divulgadas, a presidente dos Correios de Angola, Maria Luisa Andrade (na foto), considera que este acordo com a Western Union vem “facilitar o contacto entre os residentes em todo o país e tornar os serviços postais ainda mais relevantes por muitos mais anos”.

Segundo um estudo da Universal Postal Union (UPU) noticiado pela comunicação social, 80 por cento dos postos de correio na África sub-sahariana estão situados fora das três maiores cidades de cada país, pelo que providenciam um serviço único às pessoas que não têm acesso a serviços financeiros convencionais e a dependências bancárias.

Descoberta grande reserva de petróleo em Angola

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Um total de 300 milhões de barris é a estimativa da petrolífera italiana ENI para as reservadas de petróleo agora descobertas em águas profundas no extremo norte de Angola. Em nota enviada à comunicação social, a ENI esclareceu que  esta é  já a décima descoberta comercial de petróleo feita no bloco 15/06, aproximadamente a 150 quilómetros da costa angolana,

A ENI opera no bloco 15/06 em parceria com a Sonangol, a SSI Fifteen, a Falcon Oil  e a Statoil. Esta descoberta foi considerada pelos peritos do sector como muito importante e vem confirmar a expectativa do mercado de que Angola venha a liderar a produção de petróleo no continente africano, ultrapassando o actual líder, a Nigéria.

Angola e o “xadrez” da Energia

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Vale a pena ler a crónica de opinião assinada pelo jornalista e Editor de Programas Especiais da SIC, Luis Ferreira Lopes (na foto durante uma inauguração na Baía de Luanda), a propósito do papel de Angola no “xadrez da energia”, como o próprio designa o actual cenário geopolítico e e económico que envolve as tensões crescentes entre a Rússia e a Ucrânia com repercussões para a União Europeia e os Estados Unidos a nível energético.

Neste contexto, Ferreira Lopes destaca a declaração feita recentemente pelo presidente de Angola manifestando a sua vontade de que as novas barragens e outros projectos de desenvolvimento no sector em Angola atinjam os níveis que tinham no início da década de 70. Para o jornalista, esta foi uma afirmação em que José Eduardo dos Santos se referiu “sem complexos, às metas do tempo colonial” sendo que a declaração, no seu entender, “passou (quase despercebida em Portugal”.

“Vale a pena”, afirma Ferreira Lopes que contrapõe o foco da estratégia angolana a uma indefinição em Portugal e mesmo na Europa, “sublinhar as palavras do presidente angolano, a um ano das comemorações dos 40 anos de independência do país. (…) Esta é uma notícia que interessa a empresas portuguesas (e outras europeias), uma vez que surgem aqui oportunidades de investimento e exportação e também de formação profissional. Mas é igualmente interessante que, após alguns momentos de tensão entre Lisboa e Luanda em 2012 e 2013, o presidente José Eduardo dos Santos aponte agora a meta do início dos anos 70 como o objectivo a atingir na recuperação da capacidade produtiva do país, em especial na energia”.

A crónica merece leitura na íntegra e pode ser acedida aqui.

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Angola passa a gerir domínio ‘.ao’ na Internet

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A grande novidade do dia de hoje foi a notícia de que a gestão do domínio de páginas de Internet com a designação ‘.ao’ irá deixar de ser feita por Portugal e passar para as mãos de Angola, já  a partir de 2015. Isto de acordo com legislação aprovada há poucos dias pelo Governo angolano, através de um despacho conjunto assinado pelos ministro das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, e pela ministra da Ciência e Tecnologia, Maria Cândida Pereira Teixeira.

O referido despacho, tendo em conta a utilização massificada do domínio ‘.ao’, considera que estão criadas as condições para a transferência da raiz do domínio de Portugal para Angola, sendo criada uma comissão de monitorização e um grupo técnico de trabalho para acompanhar este processo, o qual deverá durar 150 dias (30 dias para o grupo técnico apresentar um programa de transição e 120 dias mais para efectivar a transferência).

As regras e normas para codificação geográfica (duas letras) de nomes de países em domínios de topo da Internet são definidas por uma instituição internacional de padronização (ISO).  Estes domínios, geridos por cada país, podem depois ser utilizados para associar a páginas de Internet de empresas privadas ou organismos e instituições públicas.

Fonte: Tecnologia

Kero importa 25% de produtos portugueses.

O jornal português’ Diário Económico’ deu hoje conta na sua edição que entre 20 a 25% dos produtos comercializados pela cadeia angolana de supermercados Kero são portugueses. Como já tive aqui ocasião de partilhar a notícia, a Kero inaugurou recentemente o Kero Gika, no Bairro de Alvalade em Luanda, a maior supérfície do género na capital de Angola.

De acordo com a notícia, o número foi revelado pelo presidente-executivo da Kero, João Santos, precisamente no decurso da inauguração desse hipermercado da marca em pleno centro de Luanda.

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Como português, vivendo e trabalhando em Luanda, é óbvio que compartilho a satisfação da imprensa portuguesa por saber que actualmente a Kero importa 150 milhões de euros, e um quarto desse valor está associado a produtos e bens oriundos de Portugal.

Mas, como consultor atento à realidade angolana, não posso deixar de expressar a minha sou opinião profissional; O desenvolvimento a que se assiste em Angola ao nível do investimento e desenvolvimento da produção agrícola levará, positiva e inevitavelmente, a que a Kero e todo o sector da distribuição alimentar de Angola  possa seja, mais a curto ou a médio prazo, diminuir satisfatoriamente o peso das importações aumentando o recurso a produtos locais, mais acessíveis e a melhor preço.

A história da distribuição moderna e a leitura dos resultados expectáveis do esforço colocado pelo Governo angolano no apoio aos agricultores ao sector é isso mesmo que revela. Espero que o tempo me dê razão.

P.S., Gostaria de terminar agradecendo a cada um  dos leitores e leitoras deste blogue, sempre em número crescent. A todos e a cada um/a, desejo um excelente fim de semana.

Bolsa Internacional de Turismo de Angola é amanhã apresentada em Lisboa

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As novidades da Bolsa Internacional de Turismo de Angola vão ser apresentadas amanhã em Portugal. O Hotel Tryp Lisboa foi o local escolhido para dar a conhecer o que de melhor a BITUR Okavango 2014 terá para oferecer aos visitantes, quando se realizar em Luanda entre os dias 9 e 12 de Outubro próximos

Na apresentação lisboeta, que naturalmente terá como mote o potencial de turismo de Angola e as oportunidades de desenvolvimento para o sector junto dos empresários e profissionais da hotelaria e turismo, estarão presentes os principais responsáveis do Ministério da Hotelaria e Turismo angolano, do Instituto de Fomento Turístico de Angola (INFOTUR) e da FIL.

De acordo com o site especializado ‘Publituris’: “Com o objectivo de posicionar o certame na primeira linha das referências internacionais no panorama dos eventos de turismo e no plano do potencial de investimento estrangeiro em Angola, a BITUR assinala ainda a presença portuguesa na terceira edição, numa estreita colaboração e intercâmbio de fluxos turísticos que registam, progressivamente, um crescimento sustentado em ambos os mercados”.

O mesmo artigo cita ainda as declarações de Eugénio Clemente, Director-Geral do INFOTUR, o qual considerou que “Este é um momento de especial importância para as aspirações empresariais de ambos os países, uma vez que está em evidência o potencial de colaboração e o forte impacto que a mesma pode ter no desenvolvimento e alavancagem do turismo entre Angola e Portugal. Estão criadas condições para aumentar receitas, para criar postos de trabalho e para apostar na formação turística e no desenvolvimento local com uma forte presença de empresários portugueses”,  

O responsável máximo pelo INFOTUR afirmou ainda que esta apresentação em Lisboa é “De capital importância no plano do desenvolvimento turístico do País, quer pela proximidade linguística, quer no sentido da oportunidade das empresas portuguesas exportarem e partilharem o seu Know-how, num vasto território e junto dos empresários locais. Estas dinâmicas que se pretendem para o turismo em Angola resultam de um esforço do Governo, das acções conjuntas com o Ministério da Hotelaria e Turismo e do Instituto de Fomento Turístico, que se têm materializado numa nova visão para o turismo, concretizada para o efeito na criação das condições para a inserção do sector no Angola Investe, um programa de financiamento às empresas angolanas”.