FENACULT arranca em Luanda

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Começa este fim-de-semana o Festival Nacional de Cultura, Fenacult 2014, um evento que celebra a identidade cultural do povo angolano. O artista Coréon Dú (na foto) foi o escolhido para participar no espectáculo de abertura amanhã, no Estádio 11 de Novembro em Luanda, a partir das 18.00H e com entrada livre.

A novidade com que a organização promete deslumbrar a assistência, de acordo com o noticiado, é a inclusão de uma animação 3D mapeada sobre o campo e a participação de centenas de figurantes, “numa coreografia especialmente desenhada para ser articulada com as projeções vídeo e jogos de luzes”.

Músicos como W King, Matias Damásio, B4, Yuri da Cunha, Bangão, Nsoki, Gabriel Tchiema e Banda Movimento estão entre os muitos participantes. Para além da música o programa integra actividades relacionadas com as artes cénicas, dança, artes plásticas e literatura.

SIC com série diária de reportagens sobre Angola

parque

Durante toda esta semana, os canais SIC e a SIC Notícias dedicam-se a mostrar-nos uma Angola menos conhecida numa série de reportagens diárias. Como dizem os responsáveis da televisão portuguesa, esta é “Uma viagem que promete, não fosse Angola um destino marcado no mapa de cada vez mais portugueses” sendo actualmente cerca de 200 mil os que vivem em Angola.

Da responsabilidade do jornalista Luís Ferreira Lopes, estas viagens têm como ponto de partida a natureza, a cultura, a história ou a economia. Ontem, tive ocasião de ficar a conhecer o Parque Natural de Chimalavera agora com obras de melhoramentos, pelos olhos do seu guarda António João Ginga e do seu director, Carlos Garção.

O programa foi focado na região de Benguela, zona onde o Turismo está a crescer, com Açude de Catumbela como um dos locais em destaque. Tal como revelou a reportagem, as belezas naturais fazem crescer o turismo interno aumentando também o número de portugueses em Benguela.

Até sexta-feira, a série promete revelar mais novidades sobre outras facetas menos conhecidas de Angola e a série será depois complementada com uma reportagem especial sobre a vida dos portugueses em Angola.

 

“Quem tem medo de Anselmo Ralph?”

ANSELMO RALPH Vende mais discos e concertos do que qualquer artista em Portugal

Na sequência dos distúrbios recentemente ocorridos no decorrer de um concerto de Anselmo Ralph ocorridos numa praia da vila de Cascais, o director-adjunto do jornal ‘Expresso’, Miguel Cadete, lembra o que é importante num aritigo intitulado: “Quem tem medo de Anselmo Ralph?“.

Como salienta o jornalista: “Não deixa de ser significativo que o álbum ‘A Dor do Cupido’ seja, desde há 40 anos – ou melhor dizendo, desde o 25 de Abril de 1974 –  o primeiro disco de um angolano a conquistar o lugar mais alto do top de vendas em Portugal, façanha que nenhum afrodescendente conseguiu alcançar”.  

Para Cadete, que é também o responsável máximo pela revista portuguesa de música “Blitz” e um dos principais críticos de música do país, “Não vale, também, remetê-lo ao nicho africano, apesar de uma legião de aprendizes que lhe tenta seguir os passos. Anselmo Ralph é um fenómeno transversal que percorre a sociedade portuguesa desde as classes baixas à classe média alta, com especial incidência no público feminino”. Vale a pena ler o artigo na íntegra, acessível aqui. 

Bancos angolanos crescem em Portugal

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Um interessante artigo do jornal ‘Público’ chama a atenção para o sucesso da expansão da banca angolana em Portugal, abordando uma realidade que tem sido até agora alvo de pouca atenção; O facto de as instituições bancárias angolanas que operam em Portugal (mesmo tendo ainda um baixo perfil de notoriedade) terem vindo a aumentar quer em número quer em volume de negócios, e sempre de forma lucrativa. 

O jornal destaca que, ao todo, existem actualmente cinco bancos angolanos a operar no mercado português: Banco BIC Portugal, Atlântico Europa, Banco Angolano de Investimentos Europa (BAI Europa), Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC) e, Banco de Negócios Internacional Europa (BNI Europa), tendo este último iniciado a sua actividade em Portugal apenas no dia 15 de Julho e o BANC em Novembro do ano passado.

De acordo com o mesmo jornal, esta expansão dos bancos angolanos em Portugal originou lucros superiores a nove milhões de euros no primeiro semestre deste ano tendo o BIC, por si só, sido responsável por 3,63M€ de resultados líquidos nesse período.

José Eduardo dos Santos inaugura obras portuárias no Lobito

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Um terminal de contentores e outro de minérios no porto de Lobito, um porto de doca seca e a aquisição de um rebocador multifuncional e de uma lancha rápida. No total, o valor total das obras no Lobito inauguradas pelo presidente José Eduardo dos Santos ultrapassa os 1.200 milhões de dólares.  

Para além de salientar os efeitos positivos destes investimentos, José Eduardo dos Santos reiterou ainda no discurso proferido durante a cerimónia a importância do Caminho de Ferro de Benguela, cuja conclusão da obra ligará a partir do final deste ano o porto de Lobito à fronteira, percorrendo uma extensão total de 1.344 Kms e integrando 67 estações.

De acordo com a agência noticiosa Lusa, o presidente angolano declarou na ocasião que “O desafio que se coloca agora diante de nós é como sustentar esse crescimento e sabemos que o dinheiro proveniente da produção e exportação do petróleo já não é suficiente para financiar tudo”.

Ainda de acordo com a mesma notícia, “A articulação entre o transporte marítimo, na cidade portuária de Lobito, e a linha férrea de Benguela, até à fronteira (província do Moxico), assenta na aposta angolana em captar o movimento de exportação de produtos não só do interior do país mas também de outros da sub-região austral do continente africano, como a Zâmbia e a República Democrática do Congo”.

“Rainha Njinga” chega ao Canadá

O cinema angolano soma e segue. De acordo com a divulgação feita pela produtora Semba Comunicação, o filme ”Njinga Rainha de Angola” vai ser exibidoo durante o festival de cinema de Montreal na categoria Focus on World Cinema – Feature Films nos próximos dias 22 e 23 de Agosto.  

Recorde-se que o Montreal World Film Festival de 2014) é o único festival de cinema competitivo na América do Norte reconhecido pela FIAPF (Federação Internacional de Associações de Produtores Filme) e tem como objectivos ” incentivar a diversidade cultural e a união entre as nações para fomentar o cinema de todos os continentes, estimulando a produção cinematográfica de qualidade e promoção de cineastas e obras inovadoras”

De acordo com as notícias,o produtor executivo Coréon Dú estará presente no festival para uma sessão de esclarecimentos sobre a obra que aborda vida da Rainha Njinga, considerada pela UNESCO como uma das 25 figuras femininas mais importantes da história de África. Rainha dos reinos do Ndongo (ou Ngola) e de Matamba, Njinga (1583-1663) foi uma guerreira africana que durante quatro décadas tudo fez para poupar o seu povo ao destino cruel da escravatura, generalizada pelos europeus no séc. XVI. Corajosa e decidida, ela era filha do rei Kilwanji e irmã de Mbandi.

Esta longa-metragem biográfica marca também a estreia no cinema de Lesliana Pereira,como a protagonista principal.

Njinga

 

Ernst & Young aplaude política fiscal angolana

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A vitalidade de qualquer Economia depende grandemente do seu sistema fiscal e do peso do mesmo junto das empresas e dos cidadãos, determinando ainda de forma decisiva as decisões dos investidores externos. Nesse sentido, de acordo com o Angola Monitor, a prestigiada consultora Ernst & Young veio agora a público para louvar os esforços que têm vindo a ser efectuados pelo Governo angolano desde 2011 neste campo, renovando a legislação tributária e tornando-a mais eficaz a nível interno e mais atractiva para a captação de investimento estrangeiro. 

De acordo com o Angola Monitor – que cita também o jornal português Diário Económico – o Partner da Ernst & Young em Portugal, António Neves, afirmou que «o esforço que Angola tem vindo a empreender é de “aplaudir”, abrindo caminho a “uma melhoria do regime fiscal” para o sector não-petrolífero, numa altura em que a diversificação da actividade económica é uma prioridade»,

“A nova pauta aduaneira e a nova lei do investimento privado, que facilitou o acesso a incentivos, nomeadamente fiscais, através de projectos de investimento contratados com a Agência Nacional de Investimento Privado, estão entre as principais medidas propostas”, considera o mesmo artigo. Mais sobre o assunto pode ser lido aqui.

DTE Angola com empreitadas no valor de $12 Milhões

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Com sede em Portugal mas presença em 17 países, nomeadamente Angola, o Grupo DST tem visto recompensada a sua aposta na internacionalização. Tendo fechado o ano de 2013 com 235 Milhões de Euros de facturação e lucros de 13 Milhões, foi notícia em Maio passado após ter garantido uma linha de financiamento de 125 Milhões de Euros junto do ‘Bank of China’ para reforço da sua parceria com a tecnológica chinesa ZTE, entre outros objectivos.  

Agora, de acordo com o jornal especializado ‘Construir’, o Grupo volta a ser destaque pela positiva após o anúncio de que – através da sua empresa DTE Angola – detém em carteira neste país um conjunto de empreitadas no valor de 12 milhões de dólares.

Entre os projectos a cargo da DTE Angola incluem-se os sistemas de segurança, instalações eléctricas, telecomunicações e circuito fechado de TV para a novo edifício da Somoil em Luanda, bem como a empreitada de instalações eléctricas, segurança e telecomunicações da Autostar, na estrada Viana/Catete, junto à Zona Económica Especial e, também, a execução das instalações eléctricas, segurança e telecomunicações do Armazém Central de Medicamentos de Luanda, em Kifangondo Funda.

De acordo com o memso jornal, “a empresa teve ainda adjudicadas as empreitadas de instalações eléctricas, segurança e telecomunicações e instalações de AVAC do complexo da Bromangol, na zona de Camama, Luanda”.

Engenharia, telecomunicações, energias renováveis, águas, ambiente e inovação são as áreas de negócio em que o Grupo DST mais aposta para continuar a crescer fora de Portugal, especialmente em Angola.

 

Skyna Lisboa vai ser o primeiro hotel angolano em Portugal

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O Grupo Socinger, que além do Skyna Hotel Luanda (na foto) detém também empresas como a distribuidora Africana, a fábrica de vidros do Kikolo e a Cruising Trading, entre outras, vai ser o primeiro grupo angolano a inaugurar um hotel na capital portuguesa.

A revelação foi feita pelo semanário SOL, o qual adianta que o futuro Skyna Lisboa terá um investimento de €22 milhões e não será o único projecto do Grupo Socinger em Portugal.

De acordo com o mesmo jornal, esta aposta faz da Skyna a primeira marca angolana a investir no sector da hotelaria em Portugal e o novo hotel de 4 estrelas será localizado em pleno centro de Lisboa, na Rua Artilharia 1, a poucos metros do prestigiado Hotel Ritz onde muitos angolanos ficam já alojados aquando das suas estadas na cidade.

Aliás, com tantos cidadãos de Angola a procurar alojamento nos principais hotéis lisboetas, faz todo o sentido que surjam no futuro próximo e na senda do Skyna Lisboa mais equipamentos turísticos angolanos em Portugal com localização privilegiada na capital, principal centro de decisão e negócios do país.

Exictos investe 40 Milhões de dólares na bancarização de Angola

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A Exictos é uma empresa especializada na prestação de serviços de consultoria em Tecnologias de Informação e desenvolvimento de soluções aplicacionais, operando em Angola desde 1990 e que trabalha com 85% dos bancos instalados no país.

Num comunicado recente, a empresa anunciou que vai investir 40 milhões de dólares com o objectivo de transformar o modelo de funcionamento da banca angolana. A aposta de investimento da Exictus vai ser reforçada em particular na criação de novos canais de interacção e no alargamento da figura do correspondente bancário.

Com efeito, os responsáveis da empresa de consultoria em TI consideram no seu comunicado que, para desenvolver o sistema financeiro de Angola, há que levar os bancos a zonas remotas através da massificação das novas tecnologias permitindo assim o crescimento do nível de bancarização do país, que ronda actualmente os 25% da população.

“A criação do correspondente bancário permite que os bancos possam fornecer serviços financeiros a zonas do país onde não existem agências tradicionais”, informa ainda a empresa no mesmo comunicado.